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"Aceitei subornos": A confissão que expôs o sistema de corrupção na FIFA

Fontes próximas da justiça norte-americana revelaram, esta quarta-feira, uma das provas na base da investigação aos escândalos de corrupção da

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"Aceitei subornos": A confissão que expôs o sistema de corrupção na FIFA

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Fontes próximas da justiça norte-americana revelaram, esta quarta-feira, uma das provas na base da investigação aos escândalos de corrupção da FIFA.

Num depoimento de 2013, mantido secreto até hoje, o ex-dirigente da federação internacional de futebol, Charles Blazer, admitia ter recebido subornos em troca da atribuição dos campeonatos de mundo à França, em 1998 e à África do Sul, em 2010.

Investigado por fuga ao fisco, Blazer admitia igualmente ter recebido comissões ilegais relacionadas com os direitos de televisão de vários campeonatos no continente americano, desde 1996 e até 2011.

Blazer revelou que o sistema de “luvas” incluiria outros altos responsáveis, quando o dinheiro teria circulado pelos Estados Unidos antes de ser depositado em contas bancárias nas Bahamas.

O depoimento foi revelado esta quarta-feira quando fontes próximas do FBI confirmaram à agência Reuters que a investigação norte-americana se centra também no processo de seleção das candidaturas da Rússia e do Qatar aos próximos mundiais.

As revelações surgem um dia após a demissão do presidente da FIFA, Sepp Blatter que alegadamente, também se encontra sob investigação.

Valcke: “não tenho que justificar que estou inocente”

O número dois da organização, Jerôme Valcke, entrevistado por uma radio francesa, negou a intenção de demitir-se quando a justiça norte-americana investiga uma transferência de 10 milhões de euros para o número dois de Blatter, alegadamente relacionada com o campeonato do mundo na África do Sul.

“Não tenho qualquer razão para afirmar que não devo permanecer no cargo de Secretário-Geral depois do que se passou nos últimos dias, pois não tenho qualquer responsabilidade no caso e não me sinto culpado de nada. Por isso não tenho que justificar que estou inocente”.

Em paralelo, a Interpol emitiu um “alerta vermelho” relacionado com o caso, ao colocar dois ex-responsáveis da FIFA e quatro empresários alegadamente ligados ao sistema de corrupção na lista de pessoas mais procuradas pela justiça internacional.