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França: Governo ordena fusão entre EDF e Areva

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França: Governo ordena fusão entre EDF e Areva

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Os mercados reagiram, positivamente, ao anúncio da proposta de Paris para resgatar a empresa nuclear Areva.

O presidente, François Holland, ordenou uma fusão entre a Areva e a EDF, numa parceria a ser controlada pela elétrica francesa.

O governo francês assegurou que vai injetar, ainda capital na Areva, que tem estado em crise desde que apresentou prejuízos na ordem dos 4,8 mil milhões de euros.

“Em primeiro lugar, não haverá redundância. Em segundo, todos os locais de produção serão preservados por causa das qualificações e competências e, também, para garantir a segurança nuclear”, assegura o ministro francês da economia, Emmanuel Macron.

A Areva foi atingida pelo abrandamento da procura global por reatores nucleares e sofreu um grande revés depois da compra, em 2007, da empresa de mineração de urânio UraMin, que desvalorizou cerca de 1600 milhões de euros, quatro anos depois.

A empresa sofreu ainda com a derrapagem dos custos de projetos como o reator Olkiluoto 3, na Finlândia, que deve entrar em funcionamento em 2018, dez anos depois do previsto.

Em maio, a Areva anunciou um plano reestruturação que envolve o despedimento de cerca de 6 mil funcionários.

De acordo com a sindicalista, Anne-Marie Cailletaud, “é preciso resgatar a Areva pois foram feitos erros estratégicos, pelos líderes da empresa, o que levou a esta situação. As perdas devem-se, principalmente, ao projeto finlandês OL3, e depois à compra da UraMin, que foi, completamente, sobrevalorizada”, garante.

O esforço financeiro envolvido na fusão entre a EDF e a Areva pode ter um custo direto nos consumidores.

A elétrica francesa anunciou, já, um aumento das tarifas da eletricidade.

A França possui 58 reatores nucleares que produzem cerca de 80 por cento da eletricidade do país.