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Bacu Jogos Europeus 2015: Que os jogos comecem

Javid Chelebiyev é campeão mundial amador de boxe e, por isso, sente-se como o provável vencedor da medalha de ouro nos Jogos Europeus 2015.

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Bacu Jogos Europeus 2015: Que os jogos comecem

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Javid Chelebiyev é campeão mundial amador de boxe e, por isso, sente-se como o provável vencedor da medalha de ouro nos Jogos Europeus 2015. A competição decorre em Bacu, a capital do Azerbaijão de 12 a 28 de junho.

O jovem pugilista acredita que o treino intensivo com o seu treinador fá-lo dar mais um passo em direção ao objetivo de tornar-se campeão na primeira edição destes jogos:

“A este nível é, extremamente, importante estar preparado mentalmente. A experiência tem também uma grande importância. Ganhei o Campeonato Mundial de Boxe, por isso tenho essas qualidades essenciais. Estou pronto para vencer nos próximos Jogos Europeus.”

Portugal participa com 101 atletas de 14 modalidades diferentes. Entre elas a Canoagem, Ciclismo, Futebol de Praia, Ginástica, Judo, Karaté, Natação, Ténis de Mesa e Triatlo.

Entre os participantes na competição, vindos de vários países, há desportistas de alto nível:

“Os números provisórios apontam para uma centena de campeões olímpicos nos 20 desportos. Dos 20, 12 são qualificações Olímpicas. Isso significa que os melhores atletas da Europa terão de vir a Bacu para garantir os seus lugares no Rio de Janeiro. Por isso, não temos dúvidas de que vamos atrair os melhores atletas da Europa”, explica Pierce O’Callaghan, diretor desportivo do evento.

Os primeiros jogos do género, na Europa, fazem os corações bater mais rápido, não só os dos atletas mas dos organizadores do evento também. A responsabilidade é grande mas o tempo para a preparação do evento foi curto, ainda assim, tudo tem de correr bem.

A tensão, o nervosismo, na reta final, existe, ainda que não pareça evidente…

“Estou razoavelmente relaxado. Embora isso não signifique que não temos problemas, é claro que temos alguns problemas. Estamos a encenar aqui uma grande operação internacional”, diz Simon Clegg, responsável operacional de Bacu 2015.

Apesar da responsabilidade todos aqueles que participam na organização do evento estão animados. Exemplo disso é o diretor artístico da cerimónia de abertura, um grego que criou também o espetáculo dos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas:

“O que estamos a criar é impressionante. Estamos a transformar, realmente, a paisagem do estádio. Penso que não precisa de preocupar-se com a espetacularidade. Preocupa-me mais a questão poética do espetáculo. O desafio é criar histórias humanas com ingredientes característicos da cultura local. Esse é o meu objetivo”, refere Dimitris Papaioannou.

Mais de 80% dos bilhetes para a cerimónia de abertura estão vendidos, isto apesar de serem os mais caros dos Jogos Europeus, mais de 170 euros:

“Temos um total de 600 000 bilhetes disponíveis para todo o evento. O mais barato custa um manat, menos de um euro, é para a área de pé da canoagem, e o mesmo nas competições de ginástica, por exemplo, para as crianças. O passe mais caro para as finais deste evento desportivo custa 5 manat, pouco mais de quatro euros”, explica Mirjam Bogataj responsável pela bilheteira.

“Do ponto de vista da organização não tenho dúvida de que estamos prontos. Fizemos mais de 20 testes desportivos, testámos todos os locais, todos os campos de jogos. Recebemos seis grandes eventos internacionais. Por isso, não tenho nenhuma dúvida de que estamos prontos. A apreensão é grande mas a emoção também. Estamos só à espera da cerimónia de abertura”, adianta O’Callaghan.

Depois de um investimento significativo Bacu espera retirar mais-valias por ser a capital dos desportos europeus, pela primeira vez. A 13 de junho, os primeiros dos cerca de 6000 atletas presentes debatem-se pelas medalhas e por um lugar na história da primeira competição europeia do género.