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Gregos reagem ao adiamento do pagamento aos credores internacionais

Em Atenas, as reações ao facto de o executivo grego ter decidido pedir um adiamento no pagamento do empréstimo, para o final de junho, não se fizeram

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Gregos reagem ao adiamento do pagamento aos credores internacionais

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Em Atenas, as reações ao facto de o executivo grego ter decidido pedir um adiamento no pagamento do empréstimo, para o final de junho, não se fizeram esperar. As opiniões dos gregos dividem-se. Um analista, entrevistado pela euronews, critica a decisão:

“É uma evolução negativa o governo grego ter optado, por razões táticas, ganhar tempo, para negociar na próxima semana, sem olhar para os 500 milhões de euros da próxima parcela, a pressão, para chegar a um acordo, seria muito menor. É claro que os parceiros devem tentar, o mais rápido possível, apresentar uma solução mais adequada do que aquela que vimos na última segunda-feira, que levaria a uma era de crueldade social e não serve o projeto de crescimento de que o país precisa”, explica Symela Touchtidou.

“A decisão do governo grego de pedir ao FMI um adiamento, poucas horas antes do fim do prazo, apanhou de surpresa não apenas os credores, mas também os cidadãos gregos. A maioria não esconde a sua preocupação quando quatro meses de negociações não parecem tê-los feito chegar mais perto de um acordo”, adianta uma das correspondente da euronews, em Atenas.

Nas ruas as posições são diversificadas:

“Eles foram eleitos pelo povo para encontrar uma solução, é isso que devem fazer, se não conseguirem fazê-lo devem demitir-se.”

“A decisão foi boa. Se tivéssemos pago, o que ia acontecer depois? Voltaríamos a não ter dinheiro para pagar… isto é um beco sem saída.”

“Estamos todos preocupados, o governo está a tentar, é um facto, e todos nós estamos à espera… não podíamos ter pago porque não temos recursos para fazê-lo, os salários têm de ser pagos.”