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G7 envia para Moscovo "sinal de união" pelas sanções à Rússia

Cimeira de dois dias dos países mais industrializados do Mundo termina esta segunda-feira em Garmisch-Partenkirchen, no sul da Alemanha. Grécia, a economia asiática e o aquecimento global também estão

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G7 envia para Moscovo "sinal de união" pelas sanções à Rússia

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Angela Merkel foi a porta-voz de “um sinal de união” do G7 enviado para Moscovo. O grupo dos países mais industrializados do Mundo, ao qual se junta a União Europeia, mantém-se coeso na manutenção das sanções económicas impostas à Rússia pela alegada interferência do Kremlin no conflito separatista no leste da Ucrânia, que perdura há mais de um ano e já fez mais de 6500 mortos.

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A dificuldade de implementação do chamado acordo de Minsk, celebrado em fevereiro na capital da Bielorrússia entre representantes do Governo de Kiev e dos grupos rebeldes pró-russos, somada ao desrespeito de Moscovo pela soberania ucraniana — evidente na anexação unilateral em março do ano passado da península da Crimeia —, levam o grupo dos países mais industrializados do Mundo a manter as sanções.


Os líderes do G7 pretendem pressionar o Presidente Vladimir Putin e os rebeldes pró-russos a implementar as medidas acordadas de paz assinadas há quatro meses. “Penso que daqui vai sair um sinal de união. Não devemos olhar para estas sanções como um fim, mas apenas como necessárias. Sempre dissemos que a extensão ou a suspensão das sanções dependem da implementação dos acordos de Minsk”, afirmou a chanceler alemã Angela Merkel, anfitriã da cimeira deste grupo que volta a não contar com a Rússia, excluída no ano passado e agora alvo de sanções destes antigos parceiros.

“Se alguém quiser iniciar uma discussão sobre alterações no regime de sanções, será apenas para as reforçar”, garantiu Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu numa reunião onde também a crise grega, a economia asiática, as pandemias e o aquecimento global estavam em agenda.


Ao mesmo tempo que os líderes do G7 iniciavam a reunião, centenas de manifestantes antiglobalização concentraram-se junto à barreira de proteção do castelo onde decorre encontro. O impacto ambiental dos países mais industrializados e o livre comércio fizeram também parte deste protesto pacífico.