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Relatório da Amnistia Internacional denuncial espiral de violência no Iraque

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Relatório da Amnistia Internacional denuncial espiral de violência no Iraque

Relatório da Amnistia Internacional denuncial espiral de violência no Iraque
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No dia 19 de junho de 2014, Mossul caiu sob controlo do autodeterminado Estado Islâmico. A conquista da segunda cidade do Iraque, marcou o início de um ano de terror, como denuncia a “Amnistia Internacional”: http://bit.ly/1Ta7vjj no relatório publicado esta quarta-feira.

A espiral de violência em que o país mergulhou, com o exército dos jihadistas, de um lado, e das forças do governo, apoiadas pelas milícias xiitas do outro, deixa pouca margem para o restabelecimento da normalidade.

Da vida em Mossul poucas imagens chegam. As que se vêem são alegadamente dos residentes que estarão a festejar a conquista de Ramadi pelo EI (obrigados, certamente). A propaganda é uma arma de guerra, e não há confirmações sobre o que chega das zonas ocupadas…
Sabe-se apenas que as mesquitas são destruidas, as mulheres obrigadas a velarem-se completamente, a aniquilarem-se para sobreviver.

Num ano, o EI tornou-se muito forte e bem organizado, muito mais do que a Al Qaida foi algum dia. Deixou de ser uma nebulosa

Em comparação, as forças governamentais iraquianas não conseguiram impedir a expansão jihadista e a conquista de uma importante parte do território. Mostram-se incapazes de responder a tamanha violência.

A Amnistia Internacional denuncia, por outro lado, crimes das milícias xiitas, com as quais o governo se aliou por conveniência.

Um dos exemplos citados foi o massacre em Barwana, no dia 26 de janeiro, numa aldeia em que vivem, principalmente, famílias sunitas.
Cerca de 70 pessoas terão sido executadas a sangue frio.

Esta espiral infernal de violência e de vingança, que mergulha o Iraque

A culpa, em parte, recai toda sobre Nouri Maliki, orbrigado a renunciar ao cargo de primeiro-minsitro por causa da incapacidade de apaziguar as tensões entre xiitas e sunitas durante quase uma década.