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Relatório da Amnistia Internacional denuncial espiral de violência no Iraque

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De  Maria Joao Carvalho
Relatório da Amnistia Internacional denuncial espiral de violência no Iraque

<p>No dia 19 de junho de 2014, Mossul caiu sob controlo do autodeterminado Estado Islâmico. A conquista da segunda cidade do Iraque, marcou o início de um ano de terror, como denuncia a “Amnistia Internacional”: http://bit.ly/1Ta7vjj no relatório publicado esta quarta-feira.</p> <p>A espiral de violência em que o país mergulhou, com o exército dos jihadistas, de um lado, e das forças do governo, apoiadas pelas milícias xiitas do outro, deixa pouca margem para o restabelecimento da normalidade. </p> <p>Da vida em Mossul poucas imagens chegam. As que se vêem são alegadamente dos residentes que estarão a festejar a conquista de Ramadi pelo EI (obrigados, certamente). A propaganda é uma arma de guerra, e não há confirmações sobre o que chega das zonas ocupadas…<br /> Sabe-se apenas que as mesquitas são destruidas, as mulheres obrigadas a velarem-se completamente, a aniquilarem-se para sobreviver. </p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p lang="pt" dir="ltr">Estado Islâmico proíbe homens de fazer a barba na 2ª maior cidade do Iraque <a href="http://t.co/eOioW3fGgf">http://t.co/eOioW3fGgf</a> <a href="http://t.co/doboC9Eut3">pic.twitter.com/doboC9Eut3</a></p>— Folha de S.Paulo (@folha) <a href="https://twitter.com/folha/status/605524312368377859">June 2, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Num ano, o EI tornou-se muito forte e bem organizado, muito mais do que a Al Qaida foi algum dia. Deixou de ser uma nebulosa </p> <p>Em comparação, as forças governamentais iraquianas não conseguiram impedir a expansão jihadista e a conquista de uma importante parte do território. Mostram-se incapazes de responder a tamanha violência.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p lang="pt" dir="ltr">Mais 400 militares americanos e nova base no Iraque para combater Estado Islâmico <a href="http://t.co/9EUl0Ztjoa">http://t.co/9EUl0Ztjoa</a></p>— Público (@Publico) <a href="https://twitter.com/Publico/status/608627025209868288">June 10, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A Amnistia Internacional denuncia, por outro lado, crimes das milícias xiitas, com as quais o governo se aliou por conveniência. </p> <p>Um dos exemplos citados foi o massacre em Barwana, no dia 26 de janeiro, numa aldeia em que vivem, principalmente, famílias sunitas.<br /> Cerca de 70 pessoas terão sido executadas a sangue frio.</p> <p>Esta espiral infernal de violência e de vingança, que mergulha o Iraque</p> <p>A culpa, em parte, recai toda sobre Nouri Maliki, orbrigado a renunciar ao cargo de primeiro-minsitro por causa da incapacidade de apaziguar as tensões entre xiitas e sunitas durante quase uma década.</p>