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Desemprego na Grécia volta a aumentar

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Desemprego na Grécia volta a aumentar

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Segundo a agência de estatística grega, Elstat, havia 1,27 milhões pessoas sem emprego nos primeiros três meses do ano, mais 2,1 pontos percentuais do que no período anterior.

No primeiro trimestre, a taxa de desemprego atingiu os 26,6%, um valor muito acima daquele registado no segundo trimestre de 2009, quando se situava nos 9%.

Em Atenas, os habitantes não se mostram muito esperançados quanto a uma melhoria da situação. “Infelizmente, somos um país sem futuro. Não interessa se o Governo atual tem boas intenções – e eu acredito que sim -, porque ele já não tem a oportunidade de fazer algo por si, por mim ou pelos nossos jovens”, lamenta Charis Prasas.

A agência de notação financeira Standard & Poor’s cortou o rating soberano da Grécia em mais um nível para CCC, pondo em causa a sustentabilidade da dívida grega depois de o Governo grego adiar um pagamento ao Fundo Monetário Internacional.

“O medo de uma saída grega da zona euro está a diminuir. Ainda não há um compromisso, mas há um claro objetivo dos parceiros europeus para manter a Grécia na zona euro. Eles não querem arcar com as consequências da saída da Grécia da zona euro, o que deixa os mercados contentes. No entanto, isto só vai durar a curto prazo. A longo prazo, não vamos ganhar absolutamente nada com a manutenção da Grécia na zona euro”, afirma Robert Halver, analista do Baader Bank.

A expectativa de que a Grécia vai conseguir um acordo com os credores antes do Eurogrupo fez disparar a bolsa de Atenas, que valorizava mais de 8%. As maiores subidas foram protagonizadas pelos bancos.