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MERS paralisa vasta região da Coreia do Sul

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De  Maria Joao Carvalho
MERS paralisa vasta região da Coreia do Sul

<p>O receio de contrair o vírus do <span class="caps">MERS</span> – Síndrome Respiratória do Médio Oriente – está a paralisar o quotidiano numa vila inteira. Há uma semana que os habitantes de Jangduk, a 280 km a sul de Seul, deixaram de ser livres para se movimentarem, depois de uma conterrânea ter sido diagnosticada com <span class="caps">MERS</span>, na sequência de um internamento. </p> <p>As pessoas estão cada vez mais reticentes a acorrerem aos centros de saúde e hospitais por causa do contágio.</p> <p>No Centro Médico Samsung, que trata a maioria dos casos, o número de pacientes baixou 40%, e os cancelamentos de consultas acentua-se.</p> <p>Os passageiros também evitam deslocar-se no metro de Seul, utilizado por 4,6 mihões de pessoas por dia. No domingo, passado o tráfego ficou reduzido a metade. </p> <b>O responsável pelo Metropolitano de Seul, Kim Kwang-Heum, resume as medidas de prevenção: <p>- Desde que surgiu o vírus do <span class="caps">MERS</span>, o número de passageiros do metro desceu 10%, ou seja, menos 450 mil pessoas por dia. Habitualmente, metro é desinfetado através de fumigação semanal, mas, desde que se declarou esta síndrome, o Metro é fumigado diariamente para impedir o contágio com o vírus <span class="caps">MERS</span> e proteger os passageiros.</b> </p> <p>Um dos setores que mais se ressentiu foi o do lazer e tempos livres. O estádio de Jamsil estav meio vazio nos últimos jogos de futebol, o desporto preferido dos sul-coreanos. </p> <p>Os centros comerciais também estão desertos: as vendas caíram 25% em junho, em relação ao início de maio. </p> <p>Mesmo os supermercados venderam menos 7,2% nas duas primeiras semanas de junho, em relação a maio, segundo o ministro das Finanças. </p> <p>Para contrariar a baixa de procura e a queda das exportações da moeda nacional, o won, as autoridades sul-coreanas já anunciaram medidas para estimular a economia. </p> <p>Um fundo de 319 milhões de euros foi destinado à compensação dos prejuizos económicos devidos ao <span class="caps">MERS</span>. Vão ser aplicadas deduções de impostos e o Banco de Saul reduziu 1,5% das taxas de juro.</p> <p>Neste contexto de paranoia, o único sinal positivo dado até agora, foi a diminuição do número de estabelecimentos de ensino encerrados, devido à quarentena. A <span class="caps">OMS</span> aconselhou a fechar as escolas e seul encerrou 7 200. Hoje, só 2431 se mantêm fechadas..</p>