Última hora

Última hora

Iémen: zona histórica da capital bombardeada

A zona histórica de Saná foi atingida esta sexta-feira por bombardeamentos da coligação saudita. Os ataques contra os rebeldes xiitas Houthi deixaram

Em leitura:

Iémen: zona histórica da capital bombardeada

Tamanho do texto Aa Aa

A zona histórica de Saná foi atingida esta sexta-feira por bombardeamentos da coligação saudita. Os ataques contra os rebeldes xiitas Houthi deixaram em ruínas vários edifícios na parte antiga da capital do Iémen, classificada pela UNESCO como património mundial.

Pelo menos cinco civis foram mortos. Não é conhecido ainda o número de pessoas que ficaram soterradas.

À procura de sobreviventes entre os escombros, os familiares das vítimas não sabem esconder o sentimento de revolta e desolação. Mohamed Qelala acusa de cinismo e de intenções criminosas os autores dos bombardeamentos:

“Estes pilotos são criminosos – escolhem como alvo civis que dormem em paz em suas casas. Dizem que bombardeiam alvos militares – onde estão aqui as bases militares? Onde estão os mísseis? Há aqui alguma base para um míssil Scud?”

Segundo estimativas das Nações Unidas, a operação militar liderada pela Arábia Saudita e os combates no terreno, contra o Iémen, mataram mais de mil civis, incluindo 234 crianças, entre meados de março e maio, e obrigaram mais de um milhão a fugir.

Num comunicado conjunto divulgado na quinta-feira, 13 organizações internacionais de ajuda humanitária apelaram a um cessar-fogo, salientando que 80% da população iemenita foi afetada pelos conflitos e necessita e assistência urgente.

Conversações de paz entre as partes envolvidas no conflito terão início em Genebra no domingo. O ministro dos negócios estrangeiros do Qatar, Khalid Bin Mohammed Al-Attiyah, disse já que os bombardeamentos prosseguirão, se um acordo não for alcançado para a implementação das resoluções da ONU que estipulam a reposição no poder do presidente Abd Rabbuh Mansur Hadi.

A coligação liderada pela Arábia Saudita, da qual fazem parte os países membros do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo (CCG) com exceção de Omã, iniciou no dia 26 de março os ataques aéreos contra os rebeldes Houthi no Iémen.