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Papa Francisco em público com ativista "gay"

Depois de vários encontros longe dos olhares, o líder da igreja católica, o Papa Francisco, vai reunir-se pela primeira vez em público com um

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Papa Francisco em público com ativista "gay"

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Depois de vários encontros longe dos olhares, o líder da igreja católica, o Papa Francisco, vai reunir-se pela primeira vez em público com um representante e ativista da comunidade LGBT (lésbicas, “gays”, bissexuais e transexuais).


A honra cabe a Símon Cazal, cofundador e diretor geral da organização paraguaia SomosGay. O ativista, biólogo de profissão, protagonizou, a 23 de março de 2012, o primeiro matrimónio homossexual de estrangeiros na Argentina quando, aos 31 anos, deu o “sim” ao compatriota Sergio López, então com 18, após uma relação que já levava 3 anos. O casamento aconteceu no registo civil de Rosario, província argentina onde existe uma autorização especial de matrimónio sem discriminações para “residentes transitórios”. “Se um casal de estrangeiros se casa na Argentina, isto cria um precedente para o Paraguai”, dizia na altura, Símon Cazal.

“Este primeiro casamento não será uma exceção”, prometia a legisladora da Cidade de Buenos Aires María Rachid, orgulhosa de que a Argentina se tornava no “primeiro país a possibilitar a todos os casais estrangeiros o acesso ao direito de matrimónio”. Em julho de 2010, a Argentina — país natal do Papa Francisco — foi o primeiro país da América Latina a legalizar o casamento de pessoas do mesmo sexo .

[[ Leia aqui a circular de casamento para residentes transitórios em Rosario, Argentina ]]

Em 2013, Francisco afirmou: “Se uma pessoa é homossexual, procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu para o julgar?” A proximidade da igreja católica, através do atual Sumo Pontifíce, à comunidade LGBT tem vindo a estreitar-se.


A 4 de junho, Símon Cazal recebeu um convite do comité de bispos do Paraguai para participar numa mesa redonda com o Papa e a líderes da sociedade civil. O encontro está marcado para 11 de julho, no decorrer de uma visita de Francisco ao Paraguai, país onde se estima que cerca de 90 por cento da população seja católica e onde não existe qualquer lei que permite uniões civis entre pessoas do mesmo sexo.