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Ligny reconstitui último triunfo de Napoleão antes de Waterloo

A derrota do antigo imperador de França faz parte estes dias 200 anos. Na Bélgica, as comemorações já começaram, mas o ponto alto está marcado para o próximo fim de semana

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Ligny reconstitui último triunfo de Napoleão antes de Waterloo

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Ligny, por si só diz pouco, mas este é o nome da pequena vila no centro da Bélgica, na comuna de Sombreffe, às portas da qual Napoleão Bonaparte conquistou a sua última vitória antes da histórica derrota, dois dias depois, em Waterloo

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20 mil homens caíram. Uns mortos, outros apenas feridos. A batalha prolongou-se por seis horas, o que significa um soldado a cair a cada segundo. Napoleão fez recuar três batalhões, mas não os venceu. Os prussianos não foram derrotados

Por ocasião do bicentenário destes dois episódios marcantes da história europeia e no dia em que Napoleão chegava a Beaumont, mais de 1500 apaixonados pela história, incluindo 80 cavaleiros, reconstituiram este domingo, numa área de 10 hectares, esse último triunfo de Napoleão, que ficou marcado na história a 16 de junho de 1815.


“Quando Napoleão chegou à chegada, faziam já 3 meses que tentava reconquistar o seu império. Ele avançava contra os inimigos ingleses, holandeses e prussianos. O objetivo era derrota-los em separado. Em Ligny, Napoleão enfrentou os prussianos e obrigou-os a a bater em retirada”, conta-nos Audrey Tilve, a nossa enviada especial a esta emblemática reconstituição do último triunfo do antigo imperador francês.

Em exclusivo para a euronews, o historiador da Associação Belga Napoliana Patrick Maes lembrou que “20 mil homens caíram” nos campos de Ligny. “Uns mortos, outros apenas feridos. A batalha prolongou-se por seis horas, o que significa um soldado a cair a cada segundo. Napoleão fez recuar três batalhões, mas não os venceu. Os prussianos não foram derrotados”, sublinhou Maes.


A verdade é que dois dias depois, a 18 de junho, esses mesmos prussianos lutar ao lado dos ingleses e dos holnades, conseguindo vingar-se do imperador francês em Waterloo.

A reconstituição da Batalha de Ligny não estaria completa se não houve, claro, um “Napoleão Bonaparte”. Uma vez mais, e num ritual já com cerca de uma década, coube ao advogado parisiense Frank Samson, de 47 anos, envergar o emblemático chapéu bicórnio inseparável da imagem de Napoleão — no final do ano passado, um dos 19 bicórnios existentes entre os cerca de 120 que pertenceram de facto ao imperador foi arrematado em leilão por 1,9 milhões de euros.

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“É o prazer de poder viver a história e de fazer a história ser revivida uma vez mais, isto é, celebrar estes acontecimento”, referiu Frank Samson sobre mais um dia passado no “campo de batalha” de Ligny: “Hoje em dia, somos todos amigos, já não nos massacramos uns aos outros e esta é uma boa forma de evocar estes capítulos da história.”

No próximo fim de semana , será vez de Waterloo voltar a ser um campo de batalha. Mais de cinco mil pessoas vão reconstituir a história derrota de Napoleão Bonaparte.