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Turquia: Oposição abre a porta à formação do novo governo

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De  Francisco Marques
Turquia: Oposição abre a porta à formação do novo governo

<p>Kemal Kılıçdaroğlu, o líder do Partido Republicano do Povo (<span class="caps">CHP</span>, na sigla original), abriu esta segunda-feira a porta a fazer parte de uma coligação que permita ao novo executivo da Turquia governar em maioria. Sublinhando que 60 por cento do eleitorado preferiu uma alternativa à principal força política da última década, o Partido da Justiça e Desenvolvimento (<span class="caps">AKP</span>).</p> <p>O partido fundado pelo atual Presidente Recep Tayyp Erdoğan e liderado pelo primeiro-ministro Ahmet Davutoğlu conseguiu apenas 40,9 por cento dos votos. Foi suficiente para voltar a ser o mais votado, mas também para perder a maioria do Parlamento. <br /> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="tr" dir="ltr">Herkes egosunu bir kenara koymalı, bir an önce ülkemizde hükümet kurulmalı ve devlette devamlılık esastır anlayışıyla devam edilmelidir.</p>— Recep Tayyip Erdoğan (@RT_Erdogan) <a href="https://twitter.com/RT_Erdogan/status/609009757383471106">11 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <br /> Governar sozinho apresenta-se como tarefa impossível, dadas as diferenças ideológicas entre as principais forças políticas, por isso uma coligação é obrigatória para o <span class="caps">AKP</span>. Há poucos dias, “Davutoğlu disse ir ‘falar com todos os partidos da oposição’ em busca de consensos”: http://pt.euronews.com/2015/06/11/turquia-akp-disposto-a-fazer-aliancas/ “para bem do país”. Esta segunda-feira — um dia depois de o Presidente ter anunciado o convite ao <span class="caps">AKP</span> para formar uma coligação — Kılıçdaroğlu abriu a porta a um acordo, que nas entrelinhas pode passar inclusive por uma coligação sem o partido mais votado. <p>“A principal obrigação de formar um governo cai para o bloco dos outros 60 por cento. Se se quiser respeitar a vontade do povo, as expectativas dos turcos, teremos de formar um governo que vá ao encontro desses 60 por cento da sociedade”, afirmou, em conferência de imprensa, o líder do <span class="caps">CHP</span>. <br /> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="tr" dir="ltr"><span class="caps">CHP</span>'nin koalisyon ilkeleri: <a href="http://t.co/FhZfAXLLxl">pic.twitter.com/FhZfAXLLxl</a></p>— <span class="caps">CHP</span> (@herkesicinCHP) <a href="https://twitter.com/herkesicinCHP/status/610452518993145856">15 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <br /> A negociação com vista à formação do novo Governo da Turquia está, assim, aberta. Um consenso ao centro, entre direita e esquerda, é admitido, mas pouco provável. <p>Há rumores, entretanto, de que o <span class="caps">AKP</span> possa tentar ainda algo mais radical e seduzir o <span class="caps">MHP</span>, a força nacionalista da extrema-direita que foi a terceira mais votada nas eleições de 7 de junho (16,3 por cento). A junção de um terceiro pequeno partido à coligação seria também possível. <br /> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="tr" dir="ltr">Başbakan Davutoğlu: Nihai otorite millettir ve millet iradesi esastır. Millete küskünlük olmaz, sitem edilmez.</p>— AK Parti (@Akparti) <a href="https://twitter.com/Akparti/status/608904593599266816">11 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <br /> Isto sabendo-se, por exemplo, que no Parlamento, de acordo com o último sufrágio, estará representando pela primeira vez uma força pró-curda, o Partido Democrático do Povo (<span class="caps">HDP</span>), o quarto mais votado (13,1 por cento — que terá os mesmos 80 lugares na assembleia que o <span class="caps">MHP</span>).