Putin anuncia reforço do arsenal nuclear da Rússia já este ano

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De  Euronews  com Lusa, Interfaxe e Reuters
Putin anuncia reforço do arsenal nuclear da Rússia já este ano

<p>A Rússia vai reforçar ainda este ano o respetivo arsenal nuclear. O anúncio partiu do próprio Presidente esta terça-feira, durante uma visita à feira militar de Kubinka, na região de Moscovo.</p> <p>O líder do Kremlin anunciou que “mais 40 novos mísseis balísticos intercontinentais, capazes de superar os mais sofisticados sistemas de defesa antimíssil, vão ser acrescentados” ao arsenal nuclear russo “este ano.” <br /> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Putin plans to add 40 new intercontinental ballistic missiles to Russia's nuclear arsenal: <a href="http://t.co/S7Xxui9Cq8">http://t.co/S7Xxui9Cq8</a> <a href="http://t.co/XO0VumWwBp">pic.twitter.com/XO0VumWwBp</a></p>— Reuters Top News (@Reuters) <a href="https://twitter.com/Reuters/status/610796851810410496">16 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <br /> Putin não especificou o modelo dos novos mísseis, mas, de uma forma geral, mísseis balísticos intercontinentais têm um alcance mínimo de 5,5 quilómetros e revelam-se uma perigosa arma de longo alcance. <p>O anúncio de Putin surge cerca de uma semana depois de o Presidente russo ter visitado o Vaticano e ter escutado um apelo à paz do Papa Francisco.</p> <iframe type="text/html" width="606" height="341" src="http://pt.euronews.com/embed/307771/" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> <p>O anúncio do reforço militar acontece também um dia após oficiais russos terem denunciado alegados planos dos Estados Unidos em reforçar, com artilharia pesada, posições nos Estados membros da <span class="caps">NATO</span> junto à fronteira com a Rússia. <br /> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/NATO?src=hash">#NATO</a> provoking Russia into arms race – Russian Dep Defence Min <a href="http://t.co/iumqs82vOw">http://t.co/iumqs82vOw</a> <a href="http://t.co/pp9WHliYij">pic.twitter.com/pp9WHliYij</a></p>— RT (@RT_com) <a href="https://twitter.com/RT_com/status/610775389347151872">16 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <br /> “Se, de facto, equipamento militar norte-americano, incluindo tanques, baterias de artilharia e outros, vierem a aparecer em países do leste da Europa e dos Bálticos, este será o passo mais agressivo dado pelo Pentágono desde a Guerra Fria”, acusou, na segunda-feira, Yuri Yakubov, o ministro da Defesa da Rússia, citado pela agência Interfaxe, acrescentando: “A Rússia não terá outra opção de reforçar as suas forças e recursos na sua frente estratégica ocidental.” <br /> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Map. Situation in eastern <a href="https://twitter.com/hashtag/Ukraine?src=hash">#Ukraine</a>, June 16, 12:00 <span class="caps">EET</span> <a href="http://t.co/vCcBEPsTUJ">pic.twitter.com/vCcBEPsTUJ</a></p>— <span class="caps">NSDC</span> of Ukraine (@NSDC_ua) <a href="https://twitter.com/NSDC_ua/status/610734805513293825">16 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> De Washington, surgia, pouco depois uma curta reação, pelo porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, a reforçar a preocupação norte-americana pelo constante fluxo de equipamento militar oriundo da Rússia e a cruzar a fronteira ucraniana. <p>A Rússia, entretanto, face às sanções económicas de que é alvo pelo ocidente desde o ano passado devido ao conflito separatista na Ucrânia e somado à baixa do preço do petróleo, tem apostado no armamento para dinamizar as poucas rotas ainda possíveis de exportações. Vários contratos têm sido assinados, por exemplo, com a China, a India e até com o Irão.</p> <p>Ao mesmo tempo, e à imagem do “arquirrival” Pentágono, o Kremlin aposta também na modernização do próprio arsenal. Ambos os países têm sido os que mais contribuem para a redução de ogivas nucleares no Mundo (eram 16.350 em janeiro do ano passado e baixaram para 15.850 no mesmo período deste ano), mas, de acordo com o Instituto de Investigação sobre a Paz Internacional de Estocolmo (<span class="caps">SIPRI</span>), são também os mais empenhados em “importantes e dispendiosos programas de modernização dos seus sistemas de disparo, ogivas nucleares e respetiva produção.” <br /> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">In Jan 2015, 9 countries possessed ~15,850 nuclear weapons, down from ~16,350 in 2014. World nuclear forces (table): <a href="http://t.co/CTIpwtgeK5">pic.twitter.com/CTIpwtgeK5</a></p>— <span class="caps">SIPRI</span> (@SIPRIorg) <a href="https://twitter.com/SIPRIorg/status/610401578542067712">15 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <br /> Rússia e Estados Unidos possuem respetivamente 7500 e 7260 ogivas nucleares, ou seja, 90 por cento deste tipo de arsenal existente no Mundo. <p>Vladimir Putin garantiu que a Rússia não vai entrar em nenhuma nova corrida ao armamento, mas admitiu os planos de modernizar as forças armadas e o desejo de que, em 2020, 70 por cento do equipamento militar russo seja do mais sofisticado e do melhor no planeta. Enquanto isso, a tensão aumenta na fronteira russa com os Estados membros da <span class="caps">NATO</span> e também, em especial, na raia com a Ucrânia. <br /> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr"><span class="caps">SIPRI</span> in the media: "A New Arms Race in Eastern and Northern Europe". Read more: <a href="http://t.co/hZYq7zX7SP">http://t.co/hZYq7zX7SP</a></p>— <span class="caps">SIPRI</span> (@SIPRIorg) <a href="https://twitter.com/SIPRIorg/status/606704299117314048">5 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>