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Bombardeamentos apoiados pelos iranianos e sauditas destroem cidade património da Unesco no Iémen

A Cidade Velha de Sanaa, tesouro e património da humanidade, está a ser bombardeada. Estas são as imagens do Iémen divulgadas agora em todo o mundo

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Bombardeamentos apoiados pelos iranianos e sauditas destroem cidade património da Unesco no Iémen

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A Cidade Velha de Sanaa, tesouro e património da humanidade, está a ser bombardeada. Estas são as imagens do Iémen divulgadas agora em todo o mundo, testemunho do confronto entre duas potências regionais: Irão e Arábia Saudita.

Os bombardeamentos na capital iemenita estão a ser feitos por uma coligação liderada pelo reino wahabita, não consegue travar os rebeldes huthis, milícias xiitas originárias do norte do país, apoiadas pelo Irão.

Os combates no Iémen causaram 2.600 mortos, desde o fim de março, de acordo com dados da ONU.

Os ataques aéreos não travaram a progressão dos rebeldes que, além de Sanaa, controlam uma grande parte de Aden, segunda cidade do país, e grandes zonas de outras províncias.

A situação humanitária é catastrófica neste país da península arábica.

No terreno, não apenas as milícias xiitas sofrem os bombardeamentos da coligação saudita como têm de enfrentar a resistência das tribos sunitas, apoiadas pelos jihadistas do autodenominado Estado Islâmico.

Em março, os rebeldes conseguiram provocar a queda do presidente Mansour Hadi. Desde então, o país mergulhou no caos.

A situação não é inédita. Há muito tempo que o Iémen é um país instável, campo de complexas lutas. Em 2011, eclodiu uma revolta contra o ditador Ali Abdallah Saleh .

A partida de Saleh foi elaborada e negociada pelas monarquias do Golfo e assinada em Riade. O país da península arábica sempre sofreu a ingerência dos grandes países vizinhos.

Num mundo árabe dominado pelos sunitas, cerca de 80% de muçulmanos da região constituem um desafio para o Irão, superpotência xiita. Para a Arábia Saudita, manter o Iémen na sua esfera de influência é estrategicamente essencial.

O Iémen é apenas uma peça no xadrez geopolítico da região. Por agora, as negociações de paz são um fracasso em nada; nada parece impôr a ordem no país.