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Bolsas europeias mantêm-se calmas

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Bolsas europeias mantêm-se calmas

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A maioria das bolsas europeias fechou no verde, alimentadas pela esperança de que da cimeira de emergência de segunda-feira possa sair uma solução para a Grécia.

A praça portuguesa valorizou mais de 1%. Frankfurt e Zurique foram as únicas bolsas que fecharam no vermelho.

Os juros aliviaram, enquanto o petróleo e o euro seguiam no vermelho.

A Euronews entrevistou Angus Campbell, analista sénior da FxPro, em Londres, acerca da situação da Grécia.

Euronews: Começando pelas reações do mercado à crise grega, há poucos sinais de pânico. Porquê?

Angus Campbell: Os mercados ainda não estão em pânico, porque ainda sentem que ainda há muito que negociar. E temos esta grande reunião histórica na segunda-feira. É um dia crucial, porque estamos a ficar sem tempo para conseguir qualquer tipo de acordo, porque tem de ser alcançado antes do final do mês para que a Grécia o ratifique no Parlamento. Portanto, o tempo está a esgotar-se, mas o que é claro é que a política é o que vai prevalecer.

Euronews: O Banco Central Europeu acedeu ao pedido de mais liquidez de emergência feito por Atenas…

Angus Campbell: Este é um acontecimento algo excecional, porque ocorreu fora da normal revisão semanal da situação de financiamento da Grécia. Trata-se de uma decisão excecional que permite à Grécia aguentar o fim de semana e chegar a segunda-feira, porque o Banco Central Europeu foi sempre consistente ao dizer que ia continuar a ajudar a Grécia, enquanto houvesse a possibilidade de que as negociações resultassem.
Portanto, temos esta extensão até segunda-feira e eles só querem estender este fundo de emergência hoje.

Euronews: O que é mais perigoso para a Grécia? A incapacidade de pagar aos credores ou a corrida aos bancos?

Angus Campbell: Penso que vão acontecer separadamente e por etapas. Se não obtivermos um acordo até segunda-feira, o primeiro passo serão os controlos de capitais antes do “default” no final do mês. Mas eu penso que os controlos de capitais são tão significativos como o “default”, porque sabemos que sem um acordo a Grécia não vai cumprir as suas obrigações no final do mês, nem no verão.