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Possível incumprimento de Atenas deverá ser analisado ao mais alto nível

A gestão coletiva de um possível incumprimento de Atenas promete dominar o menu das conversações dos chefes de Estado e de Governo da zona euro na

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Possível incumprimento de Atenas deverá ser analisado ao mais alto nível

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A gestão coletiva de um possível incumprimento de Atenas promete dominar o menu das conversações dos chefes de Estado e de Governo da zona euro na cimeira extraordinária sobre a Grécia, marcada para segunda-feira.

Alguns responsáveis acreditam que o encontro possa ser redundante.

“Há muito trabalho a decorrer entre as instituições para analisar tecnicamente a credibilidade de um plano global, de forma a garantir uma situação sustentável para uns e para outros, para a Grécia e para cada um dos países da zona euro”, anunciou o ministro francês das Finanças, Michel Sapin.

Reunidos na manhã desta sexta-feira, no Luxemburgo, os ministros das Finanças da União Europeia não esconderam divisões. Alguns até já pensam num “Plano B”, atendendo à última reunião inconclusiva do Eurogrupo.

“Agora temos de esperar novamente para perceber o que acontece na Grécia até segunda-feira. Não estou muito esperançado em poder anunciar alguma coisa sensacionalmente nova nesse dia”, desabafou Wolfgang Schäuble, o titular alemão da pasta das Finanças.

A contagem decrescente para 30 de junho, o Dia D, prossegue. A incerteza perante o desfecho deste impasse tem vindo a ditar a volatilidade nos mercados.

“Por agora o mercado parte do princípio que não se deverá processar o reembolso de 1,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional a 30 de junho. No início do mês já se deveria ter liquidado uma soma de 303 milhões de euros, o que acabou por não acontecer”, sublinha Alexandre De Groote, da Petercam Institutional Bonds.

A inexistência de um entendimento entre Atenas e os credores internacionais precipitará medidas de preparação da saída do euro. Apesar do cenário negro, ainda há quem acredite num acordo de última hora.