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Angelina Jloie e António Guterres na Turquia no Dia Mundial dos Refugiados

A Turquia é o país do mundo que mais refugiados acolhe. A Síria, aquele que mais refugiados provoca

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Angelina Jloie e António Guterres na Turquia no Dia Mundial dos Refugiados

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No Dia Mundial dos Refugiados, Angelina Jolie e António Guterres visitaram, na Turquia, um campo que acolhe cidadãos sírios fugidos da guerra. Ao todo, =>a href=“http://www.independent.co.uk/news/world/europe/world-refugee-day-5-charts-that-show-the-global-refugee-crisis-is-worse-than-ever-10333831.html” rel=“external”>3,9 milhões de pessoas== já fugiram da Síria, o país que mais refugiados está a criar.

Point of view

Qualquer pessoa pode começar um conflito onde quer que seja sem qualquer risco de ter de prestar contas - António Guterres

A Turquia é o país que acolhe, atualmente, mais refugiados sírios: quase um 1,6 milhão de sírios. Ao todo, mais de dois milhões de pessoas encontraram refúgio em terras turcas.

A enviada especial do ACNUR e o Alto-comissário da ONU para os Refugiados admitem a incapacidade do mundo atual para lidar com a situação dos refugiados==, que aumentam a cada dia que passa, devido aos conflitos, também eles crescentes.

“Muitas zonas do mundo vivem, hoje, no caos. E vemos que, em termos de conflitos, o Conselho de Segurança da ONU está paralisado. Na ausência de um sistema de governo global e de relações de poder claras, a impunidade e a imprevisibilidade tornam-se palavras de ordem. Qualquer pessoa pode começar um conflito onde quer que seja sem qualquer risco de ter de prestar contas”, criticou António Guterres.

Angelina Jolie enfatizou o valor dos refugiados: “Já é tempo de respeitar a situação dos refugiados e de ver o valor que têm. Devemos protegê-los e investir neles. Eles não são um problema, são parte da solução para a crise global que vivemos. São o potencial para a reconstrução e a restabilização dos países.”

O Dia Mundial dos Refugiados foi celebrado, um pouco por toda a parte. Na Alemanha, por exemplo, uma manifestação intitulada “Mudemos a Europa” exigia mais direitos para os refugiados.

Segundo os dados da ONU, desde 1950, o número de refugiados não para de aumentar: são atualmente 59 milhões, o que representa a vigésima quarta maior população mundial.

Ou seja, uma em cada 122 pessoas é refugiada, requerente de asilo ou está deslocada dentro do seu próprio país.