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ONU acusa Israel e grupos armados palestinianos de alegados crimes de guerra

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De  Francisco Marques  com Lusa
ONU acusa Israel e grupos armados palestinianos de alegados crimes de guerra

<p>Quer Israel quer os grupos armados palestinianos podem ter cometido “crimes de guerra” durante o conflito na faixa de Gaza em 2014, consideram as Nações Unidas num relatório divulgado esta segunda-feira, em Genebra, na Suíça. <p><br /> A Comissão Independente de inquérito das Nações Unidas sobre aquele conflito reuniu “informações substanciais que apontam para possíveis crimes de guerra cometidos por Israel e pelos grupos armados palestinianos”. <p><br /> Mais de 2140 palestinianos, 1462 dos quais civis e um terço destes crianças, e 73 israelitas, sobretudo soldados, morreram no conflito de sete semanas, que se prolongou entre julho e agosto de 2014, especifica o relatório pedido pelo Conselho dos Direitos Humanos da <span class="caps">ONU</span>. <br /> </p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/Gaza?src=hash">#Gaza</a> – UN Commission of Inquiry on the 2014 conflict speak to the media. The report: <a href="http://t.co/gfKpHNysfa">http://t.co/gfKpHNysfa</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/HRC29?src=hash">#HRC29</a> <a href="http://t.co/0ue77RhVgw">pic.twitter.com/0ue77RhVgw</a></p>— UN Geneva (@UNGeneva) <a href="https://twitter.com/UNGeneva/status/612969773484351488">22 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> “A extensão da devastação e o sofrimento humano em Gaza foi sem precedentes e terá impacto sobre as gerações vindouras”, disse a presidente da comissão, a juíza de Nova Iorque Mary McGowan Davis, acrescentando: “Os ataques a residências e famílias provocaram um grande número de familiares que morreram juntos quando as casas eram atingidas a meio da noite ou quando se reuniam para as refeições durante o Ramadão. Estes ataques atingiram muitas crianças: cerca de 550 crianças morreram no verão passado em Gaza, durante os combates.” <p> <p>[ <a href="http://www.ohchr.org/Documents/HRBodies/HRCouncil/CoIGaza/A_HRC_CRP_4.doc">Leia aqui, em <span class="caps">PDF</span>, o relatório completo</a> ]] <p><br /> Um dos casos mais mediáticos foi a da morte de quatro nrapazes palestinianos que jogavam futebol numa praia de Gaza, que foi bombardeada pelas forças de defesa israelitas, as <span class="caps">IDF</span>. <p><br /> No relatório refere-se o “enorme poder de fogo” utilizado em Gaza, com Israel a lançar mais de 6.000 ataques aéreos e a disparar 50.000 projéteis de artilharia durante os 51 dias que durou a operação. <p><br /> Os grupos armados palestinianos dispararam sobre Israel no mesmo período 4.881 mísseis e 1.753 morteiros. Seis civis morreram e pelo menos 1.600 outros ficaram feridos. <br /> </p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="pt" dir="ltr"><span class="caps">ONU</span> aponta crimes de guerra de Israel em Gaza (piores que os do Hamas) <a href="http://t.co/lyIFlwAAne">http://t.co/lyIFlwAAne</a> <a href="http://t.co/2Gb3wpDneO">http://t.co/2Gb3wpDneO</a> <a href="http://t.co/dssCxLTsgK">pic.twitter.com/dssCxLTsgK</a></p>— Antonio Luiz <span class="caps">MCC</span>osta (@ALuizCosta) <a href="https://twitter.com/ALuizCosta/status/612997229750657024">22 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> A <span class="caps">ONU</span> denuncia “a impunidade que prevalece a todos os níveis” no que se refere à ação dos forças israelitas e apela a Israel para “inverter o seu lamentável histórico” e julgar os responsáveis. <p> Lamenta igualmente que as autoridades palestinianas tenham “falhado sempre” na condução à justiça dos que violam as leis internacionais. <p> A comissão expressa “preocupação com a ampla utilização por Israel de armas letais num importante raio” em torno do impacto, criticando igualmente o disparo “indiscriminado” de milhares de foguetes por palestinianos visando “espalhar o terror” entre os civis israelitas. <p> Israel opôs-se vivamente à decisão de realização desta investigação e não permitiu à comissão de inquérito da <span class="caps">ONU</span> deslocar-se ao local. <br /> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Israel failed to interview eyewitnesses to soccer boys slaughter <a href="http://t.co/VcXZciZ8OZ">http://t.co/VcXZciZ8OZ</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Gaza?src=hash">#Gaza</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/WarCrime?src=hash">#WarCrime</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/ICC4Israel?src=hash">#ICC4Israel</a> <a href="http://t.co/hjT4wlLWwJ">pic.twitter.com/hjT4wlLWwJ</a></p>— free falling upwards (@philipgeany) <a href="https://twitter.com/philipgeany/status/609766237049094144">13 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> A comissão recolheu os testemunhos dos dois lados por teleconferência ou por telefone. O presidente da comissão demitiu-se por pressão de Israel, retardando a publicação do relatório de março para junho. <br /> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/Israel?src=hash">#Israel</a> closes inquiry into the killing of children on <a href="https://twitter.com/hashtag/Gaza?src=hash">#Gaza</a> beach. <a href="https://t.co/XQ94eqQ8bu">https://t.co/XQ94eqQ8bu</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Palestine?src=hash">#Palestine</a> <a href="http://t.co/JfGTIIt348">pic.twitter.com/JfGTIIt348</a></p>— #ICC4Israel (@Pray4Pal) <a href="https://twitter.com/Pray4Pal/status/609719255978917888">13 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>