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Bandeira da Confederação, o símbolo da discórdia dos norte-americanos

O homicida que executou 9 pessoas numa igreja batista de Charlston, na Carolina do Sul, ostentava, no seu blog, uma bandeira da confederação, o que

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Bandeira da Confederação, o símbolo da discórdia dos norte-americanos

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O homicida que executou 9 pessoas numa igreja batista de Charlston, na Carolina do Sul, ostentava, no seu blog, uma bandeira da confederação, o que pode levar à sua supressão.
Parte da história e da herança do sul dos Estadps Unidos para uns, símbolo de racismo e de segregação para os outros, não é a primeira vez que esta bandeira é alvo de polémica.
Em Charleston, depois do massacre, a maioria dos habitantes pede ao Estado que deixe de usar a bandeira da Confederação, de uma vez por todas.

Cornell William Brooks, presidente de NAACP:

- Esta bandeira é símbolo do ódio, um instrumento para o atiçar, para impelir à violência, para incitar a violência, é um símbolo que tem de desaparecer. Não há sítio para ele na nossa capital.

A Caroline do Sul é o unico Estado do país que hasteia esta bandeira com a configuração inicial. De origem, eram apenas 11 as estrelas que correspondiam aos 11 Estados do sul que recusavam a abolição da escravatura.

Durant Ashmore, South Carolina resident

- É um terrível insulto para os habitantes negros do Estado da Carolina do Sul. É como dizer que eles são seres inferiores, que não são, eles são iguais a nós. A Carolina do Sul é o Estado da diversidade e devemos dar-nos por felizes.

Além da Carolina do Sul, há bandeiras inspiradas na da Confederação em outros sete Estados: Arkansas, na Géeorgia, Mississipi, no Tenessee, Alabama, Caroline do Norte e Florida.

Objeto de controvérsia, está associada diretamente ao esclavagismo e, mais tarde, foi largamente utilizada pelos segregacionistas, antes da abolição do apartheid. Nos anos 30,´era um símbolo totalemnte racista, por ser o emblema do Ku Klux Klan. Esta organização de supremacia branca ainda a usa.

Nikki Haley, governadora da Carolina do Sul:

- Esta bandeira, mesmo se é parte integrante do nosso passado, não representa o futuro do nosso grabnde Estado. A minha esperança é, retirando este símbolo que nos divide, o Estado possa continuar um caminho de harmonia e que possamos honrar a memória das 9 vítimas mortais.

Além das boas intenções. Nikki Haley, a governadora da Carolina do Sul deve conseguir os votos de outros representantes para votar a supressão deste pomo da discórdia.