Última hora

Última hora

EUA/França: Escutas a presidentes eram "ajuda contra o terrorismo", diz Casa Branca

Os Estados Unidos minimizam o facto de pelo menos três presidentes franceses terem estado sob escuta da NSA.

Em leitura:

EUA/França: Escutas a presidentes eram "ajuda contra o terrorismo", diz Casa Branca

Tamanho do texto Aa Aa

A França e os Estados Unidos já reagiram, oficialmente, às revelações do Wikileaks que caíram como uma bomba em França. Segundo essas notícias, os serviços de espionagem norte-americanos mantiveram sob escuta três chefes de estado franceses.

Point of view

Podemos compreender que sejam espiar terroristas, mas espiar dirigentes de nações aliadas é algo completamente diferente.

o chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, chamou a embaixadora dos Estados Unidos em Paris, Jane Hartley, para pedir explicações: “Podemos compreender que sejam espiar terroristas, mas espiar dirigentes de nações aliadas é algo completamente diferente. Pedi à embaixadora que nos fossem dadas explicações rapidamente”, disse Fabius.

EUA: A desculpa do terrorismo

Para a Casa Branca, esta vigilância foi feita no quadro da luta antiterrorista e os Estados Unidos quiseram apenas ajudar a França: “Há uma ameaça de terrorismo extremista no interior de França neste momento. O povo e o governo de França levam isso muito a sério. Estou contente por os Estados Unidos, dada a nossa relação especial e as nossas capacidades, poderem contribuir substancialmente para esse esforço de manter o país e os cidadãos de França em segurança”, diz o assessor de imprensa da Casa Branca, Josh Earnest.

Se para os norte-americanos tudo não passa de uma ajuda contra o terrorismo, o mesmo não pensam o presidente francês François Hollande e o primeiro-ministro Manuel Valls. Os Estados Unidos não justificaram o facto de as escutas remontarem pelo menos ao tempo da presidência de Jacques Chirac e terem também visado Hollande e o antecessor Nicolas Sarkozy.

Reações

No Twitter, vários políticos reagiram e pediram sanções aos EUA. Um deputado centrista chegou a defender a destruição da zona da embaixada americana onde as escutas foram feitas, como represália.

O ministro das finanças, Stéphane Le Foll, não ficou surpreendido…

Houve também quem tivesse reagido com humor.