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Tunísia: Dezenas de mortos em ataque a estancia turística

Na Tunísia, um ataque perpetrado na estancia turística de Sousse, causou pelo menos 37 mortos e 36 feridos. Por volta da hora de almoço, um homem

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Tunísia: Dezenas de mortos em ataque a estancia turística

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Na Tunísia, um ataque perpetrado na estancia turística de Sousse, causou pelo menos 37 mortos e 36 feridos.

Por volta da hora de almoço, um homem armado com uma metralhadora kalashnikov abriu fogo contra turistas hospedados nos hotéis, Marahaba Imperial e Muradi Palm Marinay.

O secretário de Estado da Segurança, Rafik Chelly, durante uma entrevista referiu que o atirador entretanto abatido pela polícia era um estudante desconhecido das autoridades, natural da região de Kairouan.

A mesma fonte avançou que o atacante entrou pela praia, vestido como um banhista e com um guarda-sol dentro do qual estava uma metralhadora.

Segundo o Ministério do Interior tunisino, as vítimas mortais são na maioria cidadãos estrangeiros.

Sousse é uma das principais cidades turísticas na Tunísia, muito popular pelos resorts junto à praia.

A Tunísia, considerada o melhor exemplo de evolução democrática nascida da Primavera Árabe, já foi alvo de um ataque terrorista em março no museu Bardo, em Tunis, quando extremistas islâmicos mataram 22 pessoas, todas turistas.O atentado desta sexta-feira é assim mais um rude golpe na economia daquele país que depende muito das receitas provenientes do turismo e que se esforça por projetar além-fronteiras uma imagem de estabilidade e segurança.

Uma testemunha ocular, disse o que presenciou:

“Esta manhã fui com um amigo ao hotel. Ele ia à procura de emprego, por isso quando entrou eu fiquei cá fora à espera dele.

Minutos mais tarde, ouvi o som de tiros, vindo da praia. Depois vi um homem a disparar contra os turistas e a correr em direção à piscina.

Os turistas entraram em pânico e tentaram fugir, quando o homem lançou uma granada contra eles.

Vi um homem morto pela explosão e creio que a mulher ao lado estava gravemente ferida.”

O presidente tunisino, Béji Caïd Essebsi, que esteve local do atentado disse que o seu país não pode fazer frente à ameaça “jihadista” sozinho, pelo que deve ser posta em marcha uma “estratégia global”.

“Estamos dispostos a tomar as medidas mais dolorosas para enfrentar um flagelo ainda mais doloroso”, realçou o chefe de Estado tunisino.