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Angus Campbell, FXPro: "Investidores receiam contagio se a situação da Grécia piorar"

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Angus Campbell, FXPro: "Investidores receiam contagio se a situação da Grécia piorar"

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A bolsa de Lisboa voltou, esta terça-feira, a fechar em alta, com o PSI-20 a conseguir terminar acima da linha de água a primeira sessão desta autêntica semana “grega”. O índice lisboeta registou 0,39 por cento zero, em contraciclo com as principais praças europeias.

Londres e Frankfurt, por exemplo, fecharam respetivamente a -1,5 por cento e -1,25 por cento, arrastando o índice europeu Stoxx600, que congrega as 600 maiores empresas cotadas em bolsa, para um valor de 1,26 por cento no “vermelho”, no fecho.

Noutros números deste agitado dia nos mercados, o Euro voltou a fechar a perder 0,80 por cento face ao dólar (1 euro = 1,1145 dólares), o barril de Brent subiu 1,69 por cento, fechando o dia a valer 63,06 dólares, em Londres. Os juros da dívida de Portugal, a 10 anos, recuaram para os 3,001 por cento.

Com a incerteza a manter-se em torno da Grécia, o índice lisboeta até tinha voltado a abrir no “vermelho”, mas reagiu de forma positiva aos rumores de um entretanto confirmado retomar das negociações entre Atenas e os credores, nomeadamente o Eurogrupo, com o FMI à margem.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones e o Nasdaq, os principais índices de referência em Wall Street, abriram acima da linha de água depois de terem fechado a primeira sessão no “vermelho.”

Com os mercados mundiais focados na crise grega, voltámos a aprofundar os últimos desenvolvimentos no mundo dos negócios com Angus Campbell, analista sénior da FXPro.

Sasha Vakulina, euronews: Angus, na primeira sessão da semana, os títulos norte-americanos caíram. Esta terça-feira, deu-se uma retoma nos europeus. O que está a acontecer?
Angus Campbell: Os mercados estão a caminhar um passo de cada vez. Temos estado a assistir a uma grande aversão ao risco. Não podemos subestimar o quão preocupados os investidores estão. Houve uma grande correção nos índices dos mercados por todo o mundo e um aumento dos juros para algumas das nações periféricas da zona euro, como Portugal. Os investidores receiam ser contagiados se a situação da Grécia piorar. Nós apenas levamos as coisas, como disse atrás, dia a dia e um passo de cada vez.

Os bancos estão fechados na Grécia esta semana. Irão eles abrir na próxima? E se não abrirem?
As sondagens têm sugerido que a maioria dos gregos quer manter-se na moeda única. Ao mesmo tempo, o atual primeiro-ministro, que pediu este referendo, está a fazer campanha pelo voto do povo no “não”. Se esse for o resultado do referendo no domingo, poderemos então ter em mãos uma grave turbulência financeira, com efeitos graves nos mercados, em termos de mais aversão ao risco, e os bancos gregos deverão continuar fechados por mais algum tempo, com a imposição de um ainda maior controlo de capitais.