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O imperscrutável referendo na Grécia

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De  Euronews  com REUTERS, AFP, EFE, OBSERVADOR, PUBLICO, EURONEWS, DAILY TELEGRAPH
O imperscrutável referendo na Grécia

<p><a href="http://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/imperscrut%C3%A1vel" rel="external">"Imperscrutável"</a>, uma palavra de pronunciação complicada, mas não tão ininteligível como a pergunta a que vão responder os gregos no referendo agendado para domingo, 5 de julho:</p> <p>“Deve ser aceite o acordo proposto, que foi submetido pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional no Eurogrupo de 25.06.2015 e que consiste em duas partes, que constituem uma proposta unificada?”</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" align="center" lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">Greek voters will not know precisely what they are voting on in the <a href="https://twitter.com/hashtag/Greferendum?src=hash">#Greferendum</a>. <a href="https://t.co/Ln7pYikL5t">https://t.co/Ln7pYikL5t</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Greece?src=hash">#Greece</a> <a href="http://t.co/J4cvXfBfGN">pic.twitter.com/J4cvXfBfGN</a></p>— EUobserver (@euobs) <a href="https://twitter.com/euobs/status/615760459476566016">30 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Parece-lhe grego? É em grego que está escrita. Mas, o pior é que os documentos que lhe servem de base – as propostas dos credores internacionais – só estão disponíveis em Inglês, uma língua que a maioria dos gregos não domina. Para complicar o quebra-cabeças, o articulado das propostas é essencialmente técnico e nada acessível aos leigos em matérias de economia e finanças.</p> <h3>Porque é que Atenas convocou um referendo?</h3> <p>A decisão de romper as negociações, no sábado, 25 de junho, e de marcar uma consulta popular às propostas apresentadas pelos credores <a href="http://pt.euronews.com/2015/06/27/eurogrupo-arranca-com-duras-criticas-ao-referendo-na-grecia/">apanhou toda a gente de surpresa</a>. Jean-Claude Juncker disse mesmo sentir-se traído pela atitude de Atenas.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" align="center" lang="pt"><p lang="pt" dir="ltr">Vade retro <a href="https://t.co/IxhFfKtLup">https://t.co/IxhFfKtLup</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/HumorEnSuTinta?src=hash">#HumorEnSuTinta</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Vi%C3%B1eta?src=hash">#Viñeta</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/eurogrupo?src=hash">#eurogrupo</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Referendum?src=hash">#Referendum</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Grecia?src=hash">#Grecia</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/GreciaSiPuede?src=hash">#GreciaSiPuede</a> <a href="http://t.co/D6RnlD9NgV">pic.twitter.com/D6RnlD9NgV</a></p>— Manuel S. de Frutos (@MSdeFrutos) <a href="https://twitter.com/MSdeFrutos/status/615215029940547584">28 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Entre a espada dos credores e a parede formada pela ala mais radical do Syriza, Alexis Tsipras optou por dar a palavra ao povo.</p> <h3>O que é que um “sim” ou um “não” no referendo significa para a Grécia?</h3> <p>A União Monetária está a entrar “em águas nunca antes navegadas”, como referiu o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi. </p> <p>A vitória do “não” no referendo, como deseja o primeiro-ministro grego, poderá conduzir à saída da Grécia do euro. Mas, Atenas já disse que está disposta a ir até à ultima instância para evitar o afastamento:</p> <p>“Estamos a aconselhar-nos e certamente vamos considerar a possibilidade de uma providência cautelar junto do Tribunal de Justiça Europeu. Os tratados da União Europeia não prevêem a saída do euro e não a aceitamos. A nossa pertença (à união monetária) não é negociável”, declarou Yanis Varoufakis, citado pelo jornal britânico Daily Telegraph.</p> <p>Em caso de um triunfo do “sim”, Tsipras sofre uma enorme derrota – depois de ter classificado o “ultimato” dos credores como uma “humilhação” – e não seria estranho que apresentasse a demissão.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" align="center" lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">A rare sane piece re <a href="https://twitter.com/hashtag/Grexit?src=hash">#Grexit</a>... the bank run has been happening since 2009: <a href="http://t.co/9no2wscZ3L">http://t.co/9no2wscZ3L</a> HT <a href="https://twitter.com/RollingAlpha">@RollingAlpha</a> <a href="http://t.co/P4iQ3nG81H">pic.twitter.com/P4iQ3nG81H</a></p>— Deon Gouws (@DeonGouws_Credo) <a href="https://twitter.com/DeonGouws_Credo/status/615880923909881857">30 junho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>A única luz ao fundo do túnel parece ser a possibilidade de as partes retomarem as negociações e do referendo não se realizar. Atenas admitiu pela primeira vez, esta terça-feira, “reconsiderar” a consulta popular “se os credores oferecerem à Grécia uma proposta irrecusável”, <a href="http://observador.pt/2015/06/30/juncker-faz-proposta-de-ultima-hora-a-grecia/">afirmou Euclid Tsakalotos</a>, que lidera as negociações com as instituições internacionais.</p>