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Frustração na "Flotilha da Liberdade" pela captura do Marianne

O clima é de deceção a bordo dos barcos que compõem a “Flotilha da Liberdade”, depois da captura do barco Marianne, pelas forças israelitas. No

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Frustração na "Flotilha da Liberdade" pela captura do Marianne

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O clima é de deceção a bordo dos barcos que compõem a “Flotilha da Liberdade”, depois da captura do barco Marianne, pelas forças israelitas.

No Mediterrâneo, de regresso a portos gregos, o nosso repórter foi encontrar ativistas frustrados pelo fracasso da missão…

“Estamos dececionados, porque os nossos barcos nunca poderiam aproximar-se de Gaza. Era só para acompanhar o Marianne até ao seu triste fim”, diz Claudio Tamagnini.

Para um jornalista alemão que integra a flotilha, a constatação é amarga: “Somos barcos de escolta e falhámos mesmo a escolta do Mariane, porque não conseguimos aproximar-nos dele antes de ser capturado”.

Para outros, como Elmokrie Elidrissi Abouzaid, membro do parlamento marroquino, o esforço não foi em vão:
“O verdadeiro fracasso será quando não houver mais tentativas para quebrar o bloqueio de Gaza. A tentativa de o quebrar é, em si mesmo, um triunfo”.

O repórter da Euronews, Aissa Boukanoun, esteve a bordo de um dos quatro barcos da flotilha e resume o misto de sentimentos que reina entre os ativistas:
A “Flotilha da Liberdade” não conseguiu furar o bloqueio a Gaza. Participantes nos outros barcos dizem que não foram informados, de que vinham apenas para escoltar o Marianne e mostram-se frustrados por ter sido o Marianne sozinho a tentar furar o bloqueio. Os organizadores, que recusam reconhecer o fracasso da iniciativa, dizem que estão a preparar a quarta Flotilha da Liberdade para o próximo Outono”.