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WARM Festival Sarajevo: repórteres, cineastas e artistas no combate pela verdade

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De  Maria Joao Carvalho
WARM Festival Sarajevo: repórteres, cineastas e artistas no combate pela verdade

<p>Sarajevo, símbolo da resistência durante o maior cerco da história contemporânea da Europa (1992/1996), tornou-se o ponto de encontro de todos os que informam, documentam e perspetivam os conflitos atuais (nomeadamente a Síria e a Ucrânia), no âmbito do Festival da Fundação Warm::http://www.warmfoundation.org/warm-festival-2015,.</p> <p>Vildana viveu o assédio permanente na redação do galardoado Oslobodenje, o jornal que chegava diariamente à porta dos habitantes; os obuses entravam pelas casas adentro. </p> <p>Vildana Selimbegovic, editora-chefe do Oslobodenje:</p> <p>- Durante mil e alguns dias do cerco de Sarajevo, o Oslobodenje saiu todos os dias, apesar de estarmos todos na linha da frente. A impressora e a redação do jornal trabalharam, o que quer dizer que o Oslobodenje chegava a casa dos leitores. O mais interessante é que chegava a todo o planeta. </p> <p>Integrada por artistas, repórteres, jornalistas, cineastas, ativistas e investigadores, a <span class="caps">WARM</span> continua fiel à ideia inicial: colaborar na defesa dos direitos humanos e alertar para as consequências da manipulação das fontes nos conflitos armados. </p> <p>Reconstruir a vida numa estado de vigilância permanente é uma vocação que molda os espíritos desde a guerra. <br /> Suada Kapic digitalizou os documentos dos quatro anos de cerco e criou uma plataforma, o Museu Virtual, com cerca de 8000 exposições de material da coleção <span class="caps">FAMA</span>. Recebeu-nos na antiga terra de ninguém, “No man’s land”, no filme, onde ninguém passava sem arriscar a vida.</p> <iframe src="https://player.vimeo.com/video/23039488?color=900000&title=0&byline=0&portrait=0" width="500" height="281" frameborder="0" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe> <p><a href="https://vimeo.com/23039488"><span class="caps">FAMA</span> Collection – Trailer [eng]</a> from <a href="https://vimeo.com/videorstudio"><span class="caps">VIDEOR</span></a> on <a href="https://vimeo.com">Vimeo</a>.</p> <b> Suada Kapic: <p>- Passei quatro anos a observar e a aprender o que é exatamente uma catástrofe, como se pode sobreviver em condições impossíveis: 24 horas de tiroteios, 24 horas a fugir dos atiradores furtivos, sem água, eletricidade normalidade, sem escolas , instituições, nada….como se podem passar quatro anos de vida, fazendo coisas das mais incríveis maneiras. Os cidadãos de sarajevo provaram um talento extremo na arte da sobrevivência.</p> <p>Esad Gotovusa tem esse talento. Chefe dos serviços técnicos da televisão bósnia, montou uma unidade móvel na sua própria carrinha para percorrer Sarajevo e improvisou um estúdio numa cave com material de equipas estrangeiras, Conseguiu emitir o sinal da televisão nas frequências da rádio, pois os emissores estavam quase todos destruídos.</b> </p> <b>Esad Gotovusa: <p>- Era uma situação muito complexa, fizémos tudo com equipamento analógico, gravávamos, montávamos e regressávamos todos os dias.</p> <p>O certame audiovisual e artístico prevê ampliar a programação mantendo sempre o objetivo de contar as histórias de guerra com excelência e integridade.</b> </p> <b>Rémy Ourdan, presidente da Fundação <span class="caps">WARM</span> (War Art Report Memories) e repórter do jornali Le Monde): <p>- Somos especialistas em guerra, mas queremos abrir a porta a toda a gente. Criámos isto com os cidadãos de sarajevo e com repórtes…agora estamos abertos aos artistas, aos académicos… a ideia é verdadeiramente estar aberto a todos os pontos de vista, é um combate pela verdade.</b> <blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p lang="en" dir="ltr">In Search of Truth: Perspectives on Fact-Checking – David Schafer <a href="http://t.co/ysRJFVB5ei">http://t.co/ysRJFVB5ei</a> <a href="https://twitter.com/BalkanDiskurs"><code>BalkanDiskurs</a> <a href="https://twitter.com/warscapes"></code>warscapes</a> <a href="https://twitter.com/PCRCBiH"><code>PCRCBiH</a> <a href="https://twitter.com/AFP_Foundation"></code>AFP_Foundation</a></p>— <span class="caps">WARM</span> (@WarmFoundation) <a href="https://twitter.com/WarmFoundation/status/618306156692418560">July 7, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <h3>As datas marcantes</h3> <p>6 abril 1992: Início da guerra na Bosnia-Herzégovina.</p> <p>2 maio 1992: Início do cerco de Sarajevo – 11.541 mortos, oficialmente, calcula-se que são mais de 12 mil mortos, e 50 mil feridos – 329 impactos de obus por dia durante o cerco, com um recorde de 3777 impactos de obus no dia 22 de julho de 1993.</p> <p>Os massacres de Markala, o mercado: o primeiro ataque, a 5 de fevereiro, 1994, fez 68 mortos e 144 feridos, o segundo, no dia 28 de agosto de 1995, fez 37 mortos e 90 feridos.</p> <p>11 juilho: Massacre de Srebrenica</p> <p>21 novembre 1995: Acordos de paz de Dayton.</p> <p>29 fevereiro 1996: fim do cerco de Sarajevo. o primeiro ataque, a 5 de fevereiro de 1994, fez 68 mortos e 144 feridos, o segundo, no dia 28 de agosto de 1995, fez 37 mortos e 90 feridos.</p> <p>11 juilho: Massacre de Srebrenica</p> <p>21 julho 2008: Detenção de Radovan Karadzic, ex-“presidente” da “autoproclamada república bósnia-sérvia”.</p> <p>26 maio 2011: Detenção de Ratko Mladic, ex-comandante do exército sérvio na Bósnia.</p>