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A revolução da bicicleta elétrica

Em Schweinfurt, na Alemanha, as bicicletas elétricas atingiram a velocidade de cruzeiro. Qual é o impacto económico deste setor?

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A revolução da bicicleta elétrica

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Em Schweinfurt, na Alemanha, há um transporte que se tornou indispensável. É aqui que é produzida uma BTT que recebeu, em 2014, o prémio de melhor bicicleta elétrica. Foi concebida por uma empresa familiar e tornou-se numa referência no mercado.

“Em 2010, trabalhavam 180 pessoas na sede. As nossas vendas atingiam as 120 mil unidades por ano. Hoje em dia, a nossa empresa emprega 320 pessoas e produz anualmente 250 mil bicicletas. Ou seja, criámos muitos postos de trabalho na Alemanha”, explica Susanne Puello, diretora do Grupo Winora.

Estas bicicletas são conhecidas como S-Pedelec. Os motores dispõem de tração elétrica que ajuda o condutor a pedalar até aos 45 quilómetros por hora. Os utilizadores necessitam de ter carta de condução. “Temos padrões de fabrico muito exigentes, primeiro porque queremos que os ciclistas se sintam em segurança, e depois porque pretendemos evitar que o mercado europeu seja invadido por cópias baratas”, declara Puello.

As bicicletas, como estas, que possuem um motor com mais de 250 watts de potência, serão sujeitas a novas regras de homologação até ao final de 2015.

Moreno Fioravanti, da Confederação Europeia da Indústria Ciclística, aponta que esta “é uma indústria que vai produzir este ano um milhão de bicicletas elétricas na Europa, e que reúne 70 mil empregados em 600 PMEs. Graças às inovações lançadas pela empresa de Susanne, as novas regulações da Comissão Europeia vão basear-se nos mais recentes avanços neste domínio.”

As estimativas dizem que o mercado das bicicletas elétricas pode crescer o triplo nos próximos cinco anos. Os argumentos são convincentes: para além do preço, é também, de longe, o transporte urbano menos poluente.