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Bruxelas propõe crédito urgente de sete mil milhões de euros para a Grécia

Para que a Grécia possa liquidar dívidas em falta até estar em marcha o programa de resgate, a Comissão Europeia propôs um empréstimo ponte ao país

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Bruxelas propõe crédito urgente de sete mil milhões de euros para a Grécia

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Para que a Grécia possa liquidar dívidas em falta até estar em marcha o programa de resgate, a Comissão Europeia propôs um empréstimo ponte ao país de sete mil milhões de euros.

O executivo comunitário considera o apoio possível através do fundo no qual participam os 28 Estados-membros da União Europeia, como sublinhou o vice presidente Valdis Dombrovskis: “Atendendo aos constrangimentos políticos, legais, financeiros e de tempo restaram duas opções mais realistas: empréstimos bilaterais e o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira. Não se vislumbram apoios bilaterais, razão pela qual, atendendo às poucas soluções disponíveis, o recurso ao Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira é a via mais realista.”

O plano já esbarrou nas objeções de estados como a Dinamarca ou o Reino Unido, de fora da zona euro.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker precisará de convencer o primeiro-ministro britânico, David Cameron, que terá, entretanto, suavizado o tom, de acordo com fontes europeias.

“É do nosso interesse que a zona euro resolva estes problemas. Não estamos diretamente envolvidos no debate porque não fazemos parte do bloco da moeda única, mas precisamos deles e não vou aderir ao euro. É preciso resolver estes problemas rapidamente”, disse David Cameron, no parlamento britânico.

Efi Koutsokosta, euronews – “Ao mesmo tempo, a Comissão Europeia anunciou algumas iniciativas, como um plano de investimento de 35 mil milhões de euros até 2020, para apoiar o crescimento. Cerca de 500 milhões de euros irão diretamente para a economia real, enquanto outros dois mil milhões serão colocados de parte no orçamento nacional.”

O Conselho e o Parlamento Europeu têm agora de dar “luz verde” ao plano de investimento. As verbas serão canalizadas fundamentalmente para fomentar o crescimento, o combate ao desemprego e o desenvolvimento de infraestruturas.