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Grécia: Tsipras tenta conter vaga de revolta no Syriza

O primeiro-ministro grego tenta conter uma vaga de revolta dentro do seu próprio partido, a horas da votação das reformas exigidas pela Troika. Dois

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Grécia: Tsipras tenta conter vaga de revolta no Syriza

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O primeiro-ministro grego tenta conter uma vaga de revolta dentro do seu próprio partido, a horas da votação das reformas exigidas pela Troika.

Dois membros do governo demitiram-se hoje em protesto contra o acordo negociado em Bruxelas, quando metade dos deputados do Syriza afirmam rejeitar o entendimento.

Uma vaga de revolta resumida hoje pelo ex-ministro das finanças e deputado do Syriza, Yanis Varoufakis, no parlamento:

“Os poderosos pediram aos derrotados para aceitar termos que não têm o direito de pedir, e os derrotados aceitaram compromissos que não têm o direito de aceitar. Estas são as palavras de Keynes sobre o Tratado de Versalhes e o que temos hoje em frente é um novo Tratado de Versalhes”.

Mais de metade dos membros do comité central do partido Syiriza assinaram hoje uma carta conjunta onde recusam as condições de um terceiro resgate.

“A totalidade do Syriza não votou para o primeiro resgate, não votou para o segundo e tínhamos razão. E eu também não vou votar por um terceiro resgate, o mesmo que vai ser hoje submetido ao parlamento”, afirma o atual ministro da Energia, Anagiotis Lafazanis.

Um sentimento partilhado pela recém-nomeada vice-ministra das Finanças, Nadia Valavani.

A política próxima de Tsipras, demitiu-se com uma carta na qual considera o acordo como “uma humilhação para o governo e para o país”.

Um cenário que não ameaça a aprovação das reformas no parlamento, apoiadas pela oposição em bloco, mas que pode pôr em causa a estabilidade do executivo de Tsipras.

O primeiro-ministro rejeitou ontem demitir-se ou remodelar o governo, quando as divisões no seu partido poderiam levar à convocação de eleições antecipadas.