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Como educar crianças de famílias nómadas?

Vamos descobrir como se processa a educação de crianças oriundas de famílias nómadas. Venha connosco nesta viagem.

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Como educar crianças de famílias nómadas?

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A aprendizagem pode assumir as mais variadas formas. No caso das comunidades nómadas, qual é exatamente o papel das escolas? Nesta edição de Learning World, vamos descobrir como trazer a educação até nós.

Etiópia: A biblioteca sobre patas

São 8 da manhã de um domingo e já Nagassa Janfa está a escolher os livros mais apelativos para as crianças que o aguardam. Nagassa faz parte de um programa de literacia que assenta precisamente no transporte a cavalo de livros até pontos remotos do país. A iniciativa vem de uma ONG chamada Ethiopia Reads, já conta com uma rede de 65 bibliotecas participantes, e tem tido tanto sucesso que o Ruanda e o Gana se preparam para fazer o mesmo.

França: A escola que segue as crianças ciganas

Há jogos, há livros, há canetas de feltro… em Longjumeau, a apenas 20 quilómetros de Paris, Laura prepara o material que vai levar hoje. Duas vezes por semana, com a ajuda da associação Intermèdes-Robinson, esta educadora social dirige-se a acampamentos ciganos para orientar ateliês educativos. Um deles acolhe dez famílias vindas da Roménia, que agora ocupam uma garagem abandonada, após terem sofrido várias expulsões. Como sempre, se o acampamento for desmantelado, Laura vai até ao novo paradeiro das crianças.

Quénia: A longa batalha das raparigas nómadas

A área em torno do sopé dos Montes Mogila já foi palco de vários conflitos entre tribos nómadas. Hoje em dia, a situação está pacificada. Como sinal de reconciliação entre comunidades, foi construída uma escola precisamente nesta zona. Em 2010, o projeto recebeu o apoio do governo queniano e de inúmeros doadores, tendo como um dos princípios ajudar as raparigas das famílias nómadas a criar outras oportunidades para o futuro. A escola de Lopiding é um porto seguro para as raparigas em regime de internato. Mas, durante as férias, tudo pode mudar, porque as famílias podem obrigá-las a casar.