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Vistos "gold" captam investimento em Espanha

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Vistos "gold" captam investimento em Espanha

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Para os governos dos países afetados pela crise, os vistos “gold” são vistos como uma forma de atrair dinheiro fresco, vindo do estrangeiro.

A fórmula é simples: Facilitar a obtenção de vistos de residência, ou mesmo da obtenção de nacionalidade, a quem invista uma determinada quantia em bens imobiliários no país. Portugal foi um dos precursores. A Espanha quer também surfar nesta onda, com uma lei aprovada há dois anos: “Favorecemos e ajudámos quem quis investir capitais e gerar emprego. É disso que se trata. Não colocar entraves, facilitar de um ponto de vista administrativo”, explica Marina del Corral Téllez, secretária de Estado da Imigração e Emigração.

Em Espanha, quem investir pelo menos 500.000 euros entra automaticamente na categoria de quem pode obter um visto “gold”. A medida é dirigida, sobretudo, a quem compra propriedades de luxo, uma medida destinada a combater a crise imobiliária que se vive desde que a bolha do setor explodiu. Espanha tem milhares e milhares de casas sem comprador. A lei atrai também espanhóis e descendentes a viver no estrangeiro, como é o caso de Belén Bianchi, residente na Suíça: “A lei dos empreendedores deu-me a ideia de criar a House Invest Spain. Tive várias ofertas de investidores suíços, mas também de outros países, para investir no meu país de origem”.

Apesar de alguma contestação, as políticas dos vistos “gold” parecem estar para continuar, em vários países. Espanha e Portugal não são os únicos países onde se introduziu os vistos “gold” para captar investimento estrangeiro. O mesmo está a acontecer no Reino Unido, Irlanda, Malta e Chipre, que adotaram o mesmo mecanismo.