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Cronologia das relações entre Cuba e os Estados Unidos

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Cronologia das relações entre Cuba e os Estados Unidos

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Foi a 8 de janeiro de 1959 que os guerrilheiros liderados por Fidel Castro entraram em Havana e tomaram o poder, mas o ditador Fulgêncio Batista já tinha deixado Cuba.

Em 1961, Fidel Castro inicia a nacionalização das terras e das empresas norte-americanas, rompendo as relações diplomáticas com os Estados Unidos.

No mesmo ano, a invasão da Baía dos Porcos, com um grupo de exilados cubanos coordenados pela CIA, piora a situação.

Em fevereiro de 1962, Washington decreta o embargo financeiro e económico a Cuba, com restrições comerciais alargadas e limitações ao movimento de pessoas.

Em outubro de 1962, dá-se a famosa crise dos mísseis de Cuba, com os satélites norte-americanos a detetarem uma base de mísseis nucleares da União Soviética instalada em Cuba. É um dos momentos mais quentes da guerra fria.

Em 1982, os Estados Unidos incluem Cuba na lista de países acusados de apoiar o terrorismo por causa do apoio a movimentos revolucionários em África e na América Latina.

O colapso da União Soviética, um dos principais apoios financeiros de Cuba, provoca no início dos anos 90 uma crise económica e obriga ao racionamento de combustível e alimentação durante os anos a que o regime chama de “Período Especial”.

No pico da crise, no verão de 1994, mais de 35 mil cubanos tentam alcançar as costas da Florida.

Em 2000, um novo conflito surge entre Cuba e os Estados Unidos com uma criança a tornar-se numa bandeira política. Elian González , de seis anos, foi o único sobrevivente da tentativa de emigração da sua família até à Florida. Após sete meses de lutas judiciais nos Estados Unidos, a criança é devolvida ao pai e regressa a Cuba.

Em 2002, o antigo presidente norte-americano Jimmy Carter visita Cuba e critica a falta de liberdade política apesar de se juntar aos que pedem uma flexibilização do embargo a Cuba.

Em fevereiro de 2008, a presidência passa para as mãos de Raúl Castro que inicia reformas económicas para deixar mais espaço à iniciativa privada.

Em dezembro de 2013, no funeral de Nelson Mandela, o presidente dos Estados Unidos e o presidente de Cuba protagonizam um aperto de mão que correu o mundo, num gesto sem precedentes entre dirigentes dos dois países em mais de meio século.

Em dezembro de 2014, Barack Obama e Raúl Castro anunciam a abertura de um processo de normalização das relações entre os dois países.

Em abril deste ano, os dois dirigentes reúnem-se à margem da cimeira das Américas no Panamá, num encontro histórico que dura quase uma hora e meia. Em maio, Cuba sai da lista negra dos Estados Unidos, ou seja, da lista de estados que Washington considera patrocinar o terrorismo.