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Gold Cup 2015: México vence Panamá com polémica e enfrenta Jamaica na final

Campeão Estados Unidos vai jogar pelo terceiro lugar no sábado e o novo detentor do título da CONCACAF será conhecido no domningo

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Gold Cup 2015: México vence Panamá com polémica e enfrenta Jamaica na final

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A Jamaica e o México vão jogar, no domingo, a final da Gold Cup, o torneio de seleções da Confederação de futebol da América do Norte, Central e Caraíbas. As meias-finais desta quarta-feira ficaram marcadas pela surpresa da derrota dos Estados Unidos e pelo controverso afastamento do Panamá.

Em Atlanta, os panamianos ficaram reduzidos a 10 jogadores logo aos 25 minutos, por expulsão de Luis Tejada. Mesmo assim, “los canaleros” conseguiram adiantar-se no marcador. Foi já na segunda parte, aos 56 minutos, na sequência de um canto, o central Roman Torres saltou mais alto que o mexicano Francisco Rodriguez e marcou de cabeça.



Com os portistas Diego Reyes e Hector Herrera no “11”, o México acabou por ser bafejado já nos descontos. Aos 97 minutos, o árbitro norte-americano Mark Geiger assinalou uma grande penalidade muito controversa contra o Panamá, por alegada mão na bola dentro da área de Roman Torres.




Andrés Guardado foi chamado a marcar, atirou colocado para a direita de Penedo Cano, empatou e levou o jogo para tempo extra.

À beira do intervalo do prolongamento, o árbitro assinalou nova grande penalidade, por suposto derrube de Cummings a Orozco. Guardado voltou a ser chamado, mas desta feita atirou para esquerda de Cano e marcou o golo decisivo desta meia-final.




No final, o Panamá protestou, e muito, contra a arbitragem. “Isto foi um grande roubo, um assalto à mão armada. É muito triste de se dizer, mas fomos roubados”, afirmou o selecionador do Panamá, Hernan Dario Gomez, para quem “o árbitro cometeu um erro monumental”: “Por causa disso, todo o nosso esforço foi por ‘água abaixo’.”

“Em alguns momentos, cheguei a pensar em retirar-me do futebol. Alguns jogadores não queriam continuar em campo”, revelou ainda Dario Gomez.

Para o México, foi o segundo jogo decidido a favor com um penálti no prolongamento depois de já ter vencido a Costa Rica, nos quartos-de-final, através de um castigo máximo sobre os 120 minutos. Apesar de tudo, o selecionador mexicano concordou que o árbitro esteve mal neste jogo com o Panamá, admitindo que a falta que originou o penálti do empate não existiu. Miguel Herrera alegou, contudo, que erros destes podem acontecer para os dois lados.

No final do jogo, o árbitro norte-americano, Mark Geiger, teve de abandonar o relvado sob proteção policial, devido à pressão exercida pelos elementos da equipa do Panamá.

Jamaica entra para a história


Menos controversa, mas muito surpreendente, foi a outra meia-final. A pouco cotada Jamaica enfrentava os anfitriões e bem mais experientes Estados Unidos, vencedores da última edição deste torneio.




A equipa orientada pelo alemão Jurgen Klinsmann dominou o encontro, mas dois golos de rajada sobre a meia hora, por Darren Mattocks e Giles Barnes, foram decisivos para os “reggae boys”. Os norte-americanos pressionaram em busca do empate e ainda reduziram a abrir a segunda parte, numa jogada de insistência concluída pelo capitão Michael Bradley, mas foi só.




A Jamaica conseguiu resistir à pressão, foi feliz e vai ser a primeira seleção das Caraíbas a disputar a final da Gold Cup. Os Estados Unidos vão jogar pelo terceiro lugar no sábado diante do Panamá.