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"Quadriga" de credores em Atenas e Tsipras pressionado por... Varoufakis

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De  Francisco Marques  com LUSA, JORNAL DE NEGóCIOS
"Quadriga" de credores em Atenas e Tsipras pressionado por... Varoufakis

<p>Com as instituições credoras internacionais — Fundo Monetário Internacional (<span class="caps">FMI</span>), Banco Central Europeu (<span class="caps">BCE</span>) e Comissão Europeia, a que se junta agora o Mecanismo Europeu de Estabilidade (<span class="caps">MEE</span>) — já em Atenas para começar a trabalhar no novo plano de resgate para a Grécia, o terceiro em cinco anos, o primeiro-ministro esteve esta segunda-feira na sede do Syriza, o partido do Governo, a apelar à união dos respetivos deputados no Parlamento.</p> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">New Greek bailout talks start, but creditors want to see more action: <a href="http://t.co/FhveQ5YoqL">http://t.co/FhveQ5YoqL</a> <a href="http://t.co/ql6ixPNX4F">pic.twitter.com/ql6ixPNX4F</a></p>— Reuters Top News (@Reuters) <a href="https://twitter.com/Reuters/status/625700950460731392">27 julho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> <p><div style="width:300px; float:right; margin-left:8px;margin-bottom:8px;margin-right:8px;">   <div style="background-color:#e8e8e8; font-size:12px; padding:8px;border-radius:8px;"> <h4> "Quadriga"? </h4> <p>Antes conhecidos como <b>"troika"</b>, em janeiro deu-se um chamado "restyling" (mudança estética) da denominação do trio de credores internacionais. <b>Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI)</b> passaram a ser oficialmente designados como <b>"as instituições"</b>. O nome, contudo, tinha pouco "sex appeal" para os meios de comunicação e a designação "troika" continuava a ser usada amiúde. Com a entrada do <b>Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE)</b> para a "equipa" dos credores internacionais, a imprensa grega começou a apelidar "as instituições" como "a quadriga", termo que designa um veículo de tração animal puxado por quatro cavalos. O jornal Expresso adiante que o portal grego News.gr defende que a autoria da nova designação não oficial das "instituições" se deve a Jean-Claude Juncker, o próprio presidente da Comissão Europeia.</p> </div> </div><br /> O novo plano de reformas, a ser finalizado a partir desta terça-feira, terá de ser ainda votado pelos deputados da assembleia helénica e a possibilidade de não haver consenso está a ganhar força. Mesmo dentro do Syriza, o partido do Governo parece haver divisões e Tsipras procura evitar perder a maioria parlamentar, a qual depende ainda do apoio de outras forças políticas.</p> <p>A dificultar os esforços de Tsipras surge a mais recente polémica levantada no fim de semana pelo jornal Kathimerini. O diário noticiou que o antigo ministro das Finanças, Yannis Varoufakis, já estaria a trabalhar desde dezembro — antes mesmo de chegar ao Governo — num plano B de regresso ao dracma caso a Grécia tivesse de deixar o euro. Esse plano B incluiria uma eventual “espionagem” da página de internet da Secretaria-geral das receitas públicas.</p> <p>Varoufakis já reagiu e garantiu que os que o acusam estão a recorrer “à imaginação” para o difamar quando alegam que o agora mero deputado do Syriza pretendia piratear os números fiscais dos cidadãos gregos. </p> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"align="center"><p lang="en" dir="ltr">Statement by Yanis Varoufakis on the FinMin’s Plan B Working Group & the parallel payment system <a href="http://t.co/9JTWNyq8JK">http://t.co/9JTWNyq8JK</a></p>— Yanis Varoufakis (@yanisvaroufakis) <a href="https://twitter.com/yanisvaroufakis/status/625648732969795584">27 julho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> <p>A notícia de sábado teve por base uma gravação na qual Varoufakis admitia que havia sido o então líder do Syriza e agora primeiro-ministro, Alexist Tsipras, a “dar luz verde para avançar com o plano B”. A oposição exige saber se Tsipras tinha ou não conhecimento do plano em andamento. </p> <p>Na rua, entretanto, os gregos lamentam o iminente agravar das dificuldades com a aprovação do novo plano de resgate. Yannis Haniotis, um empresário de 52 anos, garante mesmo que vai “desistir” e parar de trabalhar só para pagar impostos. “Já chega. Gostava de saber que tipo de receita o Estado vai conseguir quando já ninguém trabalhar”, perspetivou, em jeito de aviso.</p> <p>O pensionista Kostas mostra alguma admiração pela “luta” que Tsipras deu aos credores internacionais, mas lamenta o resultado: “Foi uma luta muito boa, a que ele deu. Foi o único a revelar este tipo de resistência, mas qual foi o resultado? Zero. É uma pena, mas este é o resultado: zero.”</p> <p>A Grécia continua a viver dias de incerteza. Com o novo plano de resgate, os credores internacionais começam esta terça-feira em Atenas a preparar as medidas que permitam o novo empréstimo. Um novo plano de resgate deverá implicar ainda mais austeridade.</p> <p>A presidente da Associação de bancos gregos defende que mais austeridade fiscal não foi e não será a solução para a Grécia. “O problema da dívida externa da Grécia foi transformado num problema de dívida privada grega e agora a maior parte das famílias não consegue pagar os impostos, a segurança social, os empréstimos das casas… É por isso que, como economista, não vejo que este tenha sido o programa mais apropriado para a Grécia”, alegou Louka T. Katseli.</p> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">The Greek government has passed major reforms demanded by the country's creditors <a href="http://t.co/yDEnQM0HA3">http://t.co/yDEnQM0HA3</a></p>— <span class="caps">TIME</span>.com (@TIME) <a href="https://twitter.com/TIME/status/624030119548583936">23 julho 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> <p>O novo pedido de empréstimo internacional da Grécia foi imposto por Bruxelas a 13 de julho, com o primeiro-ministro Alexis Tsipras a comprometer-se com mais austeridade, algo a que o Syriza tinha prometido pôr fim e que valeu o triunfo nas eleições de janeiro. Na semana passada, Atenas fez chegar ao <span class="caps">FMI</span> o pedido formal para que o organismo liderado por Christine Lagarde entre nas negociações do novo resgate.</p> <p>Em 17 de julho, a Comissão Europeia acordou um financiamento temporário de 7,16 mil milhões de euros à Grécia para evitar o incumprimento face ao <span class="caps">BCE</span>, que a 20 de agosto tem de ser reembolsado em mais 3 mil milhões de euros. </p> <p>Em setembro, é o <span class="caps">FMI</span> que tem de receber mais 1,5 mil milhões de euros. A falta de liquidez e a dificuldade em recuperar poderão levar a uma reestruturação da dívida, mas tudo estará dependente dos passos que o próprio governo e parlamento helénicos venham a dar.</p>