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Petróleo: Irá o preço estabilizar ou queda vai continuar nos próximos anos?

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Petróleo: Irá o preço estabilizar ou queda vai continuar nos próximos anos?

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A OPEP e a Shell têm expectativas bem diferentes em relação à evolução do mercado do petróleo. Enquanto a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) aposta numa estabilização do preço do “ouro negro” no próximo ano, a companhia anglo-holandesa receia que a queda dos preços se possa prolongar por vários anos.

De visita a Moscovo, o secretário-geral da OPEP, Abdullah el-Badri, disse que a organização está a “ver sinais” que apontam para “um mercado mais equilibrado no final do ano” e para a “estabilidade” dos preços em 2016, que deverá prolongar-se no “longo prazo”.

Bem mais pessimista é a visão da Shell. Pressionada pela queda dos preços do barril, que foram praticamente divididos por dois no espaço de um ano, estando agora abaixo dos 55 dólares, e com a anunciada fusão com a rival BG Group, a petrolífera anunciou que deverá despedir 6.500 trabalhadores ainda este ano depois de ter anunciado uma quebra de 37% nos lucros no segundo trimestre.

O diretor executivo da Shell, Ben Van Beurden, avisa que a “atual tendência de quebra do preço do petróleo pode prolongar-se por vários anos” e apesar de não ter “uma bola de cristal, as previsões da Shell refletem a realidade atual do mercado”, que aponta para uma “quebra prolongada” do preço.

A pressionar ainda mais o preço do barril vai estar o anunciado regresso do Irão ao mercado do petróleo.

A francesa Total, que iniciou há mais tempo uma política de cortes nos custos, anunciou entretanto entretanto que apesar da forte quebra nos preços do petróleo, os lucros líquidos no segundo trimestre recuaram apenas 2% em termos homólogos para cerca de 3000 milhões de dólares.