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Irão: Ahmadinejad "apalpa" regresso nas legislativas de fevereiro


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Irão: Ahmadinejad "apalpa" regresso nas legislativas de fevereiro

Estará o antigo presidente, o radical Mahmoud Ahmadinejad, a preparar o regresso ao topo da política no Irão através do parlamento do Irão? Esta é a questão que se está a colocar por estes dias nos bastidores da política iraniana.

No final da semana passada, Ahmadinejad terá iniciado uma série de encontros com alguns supostos apoiantes. Os rumores dão conta de que o antigo chefe de Estado está a “apalpar” terreno, a tentar perceber os apoios de que ainda dispõe, o nível de popularidade e a tentar perceber onde pode ganhar mais suporte.

Em suma, o antecessor de Hassan Rouhani, famoso pela resistência contra o ocidente e nos compromissos para o programa nuclear, estará a preparar o que pode vir a ser uma candidatura às eleições legislativas marcadas no Irão para o final de fevereiro.



Um jornalista do portal de internet Asr Iran, Mehrdad Khadir, admite que Ahmadinejad, velha raposa da política iraniana, ainda pode conseguir reunir um apoio considerável: “Falta-lhe apoio entre a classe média nas grandes cidades, mas também nas mais pequenas. Mas as classes baixas, mais fáceis de seduzir com ‘slogans’ simples, podem preferir ainda o estilo de Ahmadinejad. Mesmo que não gostem muito dele enquanto pessoa.”

O regresso de Ahmadinejad parece cada vez menos uma miragem. O impulso decisivo pode surgir, quem sabe, do líder supremo do Irão. O Ayattolah Khamenei pode ver na fação liderada pelo antigo presidente o contrapeso ideal para as políticas reformistas de Hassan Rouhani, o atual chefe de Estado.

A pesar neste eventual regresso de Ahmadinejad estará, no entanto, o processo judicial em curso, que mantém atrás das grades dois antigos aliados do ex-Presidente, sob acusação de corrupção.



O Irão acaba de assinar um acordo internacional com o chamado grupo P5+1 para o setor nuclear. O processo de implementação em curso conta com o cauteloso apoio do Ayattolah e vai permitir o levantamento das sanções que vinham a reprimir cada vez mais a economia do país. Dentro do parlamento, controlado pelos conservadores, alguns dos deputados mais radicais contestam o acordo nuclear pelas alegadas cedências de Teerão ao ocidente, nomeadamente à vontade dos Estados Unidos.

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