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Batalha política nos EUA sobre o acordo com o Irão

Prevê-se uma batalha feroz no Congresso norte-americano sobre o acordo concluido em Viena no dia 14 de julho. Este acordo foi assinado apenas depois

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Batalha política nos EUA sobre o acordo com o Irão

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Prevê-se uma batalha feroz no Congresso norte-americano sobre o acordo concluido em Viena no dia 14 de julho. Este acordo foi assinado apenas depois de um mês de discussões para pôr fim à crise nuclear iraniana, que durava há 12 anos.

Point of view

Morgan Freeman defende que o acordo é a única garantia de que o Irão não constroi a maldita bomba

Segundo a lei assinada pelo presidente Obama, em maio passado (Iran Nuclear Review Act), o Concresso tem até 17 de setembro para aprovar ou não o acordo. Os Republicanos têm a maioria no Congresso e não prevêem a aprovação do texto para levantar as sanções americanas, ao que Barack Obama se vai opor com um veto.

Para ultrapassar o impasse haverá nova votação – primeiro na Câmara dos Representantes e depois no Senado. os Republicanos pretendem, para isso, conseguir o voto de, pelo menos 44 Democratas na Câmara e 13 no Senado.

O desafio dos Democratas é, precisamente, convencer a sua ala a votar a lei de Obama.

Apoiantes e opositores do acordo não poupam esforços. Do lado democrata, o Secretário de Estado John Kerry é o primeiro a dar a cara; defende sem vacilar o acordo, tal como o fez já na Comissão dos Negócios Estrangeiros na Câmara dos Representantes.

John Kerry:

- Se formos embora, iremos sozinhos. Os nossos parceiros não vão partir connosco. A primeira coisa que vão fazer é ignorar as sanções multilaterais difíceis que levaram o Irão à mesa de negociações. E teremos desperdiçado a melhor oportunidade para resolver este problema por meios pacíficos.

Ed Royce, presidente republicano desta comissão da câmara dos Represantantes, entregou um texto de reprovação do acordo e defendeu-o:

- Se este acordo passar, o Irão consegue uma alvorada financeira, o golpe de graça à má reputação internacional e a via aberta para conseguir a arma nuclear.

Ambas as partes querem convencer a opinião pública, por isso não poupam esforços. No fim de julho, os manifestantes do contra apelaram aos pró-israelitas para conseguirem 10 mil manifestantes em Times Square. Na tribuna estiveram personalidades mediáticas como o antigo governador do Estado de Nova Iorque.

George Pataki: : – Não é um mau acordo, é um acordo horrível. Deve ser regeitado. O Congresso deve fazer o seu trabalho e unir-se pelo povo americano.

Barack Obama pode contar com o apoio de Hollywood, de strelas como Jack Black ou Morgan Freeman, que defenderam a sua posição num vídeo realizado pelo grupo anti-nuclear, Global Zero.

Morgan Freeman, por exemplo, defende que o acordo é a única maneira de garantir que o Irão não constroi a maldita bomba.