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Noruega: Falso alerta de bomba e um segurança alvejado quatro anos após Utoya

A polícia norueguesa detonou esta quarta-feira um objeto suspeito de ser uma bomba encontrado no “campus” principal da Universidade de Oslo, horas

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Noruega: Falso alerta de bomba e um segurança alvejado quatro anos após Utoya

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A polícia norueguesa detonou esta quarta-feira um objeto suspeito de ser uma bomba encontrado no “campus” principal da Universidade de Oslo, horas depois de, no mesmo local, um guarda de segurança ter sido atingido a tiro por duas pessoas.

Após uma avaliação preliminar, apesar de o objeto ter sido “obviamente desenhado para parecer uma bomba” e “para criar medo”, provavelmente não continha “explosivos reais”, explicou Johan Fredriksen, chefe da polícia de Oslo, em conferência de imprensa citada pela agência espanhola EFE.



O objeto foi encontrado esta manhã, no mesmo local onde um guarda de segurança tinha sido atingido a tiro horas antes por duas pessoas. Este primeiro caso passou-se por volta das antes das 03 horas locais (02h00, em Lisboa).

O funcionário foi atingido no peito por uma de cinco balas de calibre 22 disparadas, mas recebeu apenas ferimentos ligeiros graças ao colete antibalas que vestia, um requerimento de segurança depois de, há menos de um ano, se ter verificado no mesmo “campus” um outro ataque com armas de fogo.

Segundo o testemunho do guarda, o homem que disparou era branco, tinha 1,75 metros de altura, falava inglês e usava um boné vermelho e sapatos cinzentos.

Quanto ao artefacto suspeito, a polícia usou robôs telecomandados para o detonar. Várias ambulâncias e camiões de bombeiros tinham sido mobilizados também para o local.

As autoridades proibiram a circulação a aviões e aparelhos não controlados, ou “drones”, num perímetro aéreo de 3,7 quilómetros em redor da universidade. Após a detonação controlada, o perímetro de segurança que havia sido imposto foi levantado.



A polícia abriu uma investigação criminal, por tentativa de homicídio pelo ataque ao guarda, e tomou posse das imagens das câmaras de vigilância, que ainda não foram analisadas.

Dezenas de agentes varreram a zona com cães treinados, para tentar encontrar objetos pessoais dos agressores, tendo encontrado um casaco negro que poderá pertencer a um dos atacantes.

Utoya volta a receber jovens quatro anos depois

O caso do campus da universidade de Oslo acontece duas semanas depois do trágico quarto aniversário do massacrena ilha de Utoya, onde 69 pessoas foram assassinadas a tiro pelo extremista Anders Breivik.

A ilha prepara-se, curiosamente, para voltar a receber no próximo fim de semana o primeiro acampamento da juventude do Partido Trabalhista norueguês desde o referido massacre. Mais de 1000 jovens membros do partido estão inscritos, o que leva o líder da organização a destacar o número recorde de inscritos como uma prova de que os jovens trabalhistas não ficaram assustados.