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MH370: França sublinha apenas "forte presunção" na ligação de destroço ao avião

O misterioso voo MH370 ganhou esta quarta-feira um importante, mas não definitivo capítulo. Malásia e França chegaram conclusões distintas, embora

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MH370: França sublinha apenas "forte presunção" na ligação de destroço ao avião

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O misterioso voo MH370 ganhou esta quarta-feira um importante, mas não definitivo capítulo. Malásia e França chegaram conclusões distintas, embora não completamente adversas, no final do primeiro dia de exames, em Toulouse, ao destroço de avião encontrado há uma semana na Ilha de Reunião, a leste de Madagáscar.

Com uma conferência de imprensa marcada para o início da noite em Paris, o primeiro-ministro malaio antecipou-se. Minutos antes da prevista comunicação das autoridades gaulesas, Najib Razak parece ter-se precipitado um pouco ao comunicar as novidades aos compatriotas, em direto pela televisão:


É com um coração muito pesado que tenho de vos dizer que uma equipa de especialistas internacionais confirmou de forma conclusiva que os destroços de avião encontrados na Ilha de Reunião são de facto do voo MH370


Os indícios conhecidos parecem reforçar a convicção revelada pelo chefe de Governo malaio. Uma simulação da Reuters, por exemplo, sugere que as correntes marítimas no hemisfério sul podem ter empurrado rumo a África destroços do um eventual avião despenhado no sul do Índico.


Em Toulouse, porém, procuram-se factos. Após os primeiros exames ao “flap” de avião encontrado na Ilha de Reunião e que entretanto já confirmados como pertencentes a um avião da Boeing, as autoridades francesas, pela voz do Procurador-adjunto da República, Serge Mackowiak, revelaram-se bem mais cautelosas do que o primeiro-ministro da Malásia, sem desmentir que a peça seja de facto do avião desaparecido:

Foi possível efetuar comparações entre a peça examinada pelos peritos e o ‘flap’ do Boeing777 do voo MH370. (…) São fortes as presunções que temos e que poderão ser confirmadas nos exames complementares que vamos iniciar esta quinta-feira de manhã

Serge Mackowiak revelou ainda que também a aparente pega de uma mala com alegados carateres chinesesinscritos também vai ser analisada na próxima jornada de exames a realizar a partir desta quinta-feira.

A 8 de março do ano passado, o voo MH370 descolou de Kuala Lumpur, na Malásia, rumo a Pequim, na China. Pouco depois mudou estranhamente de rumo para ocidente e após voar cerca de 40 minutos desapareceu dos radares. Seguiam a bordo 239 pessoas, incluindo 4 franceses e mais de 150 chineses. O mistério parece estar perto do fim, mas… continua.