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A música e o debate político entre jovens estão de volta à ilha de Utoya

A música e o debate político voltou a animar à ilha de Utoya, junto a Oslo, na Noruega. Quatro anos depois do massacre de 69 pessoas pelo

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A música e o debate político entre jovens estão de volta à ilha de Utoya

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A música e o debate político voltou a animar à ilha de Utoya, junto a Oslo, na Noruega. Quatro anos depois do massacre de 69 pessoas pelo ultra-nacionalista Anders Breivik, o braço juvenil do Partido Trabalhista está de regresso à trágica ilha.



Local manchado na memória de muitos noruegueses, um número recorde de mais de 1000 participantes indica que os jovens esquerdistas não se intimidam pelo sucedido nem se rendem às más memórias.



Para Andreas Brandt, líder local dos jovens trabalhistas, já era tempo de reagir: “Ando envolvido nisto há muitos anos, mas o ataque de 2011 foi um grande murro no estômago. De tal forma, que agora temos reagir. Todos pensamos que já era tempo de se fazer alguma coisa.”

Sob o tema “Solidariedade Internacional”, até domingo, na ilha de Utoya, o acampamento da Juventude do Partido Trabalhista (UFA, na sigla original) vai incluir vários concertos, atividades sociais e conferências.



Entre os oradores confirmados para falar aos jovens está o atual secretário-geral da NATO. Jens Stoltenberg foi líder do Partido Trabalhista da Noruega e, como jovem militante, também ele chegou a participar nestes acampamentos de Utoya, que estavam suspensos há três.

No ano seguinte ao ataque de Breivik, o tradicional acampamento da Juventude “trabalhista” não se realizou. Nos dois anos seguindos, o evento mudou de sítio. MAs agora está de volta a Utoya, onde foi há pouco inaugurado um memorial em metal pelas vítimas do massacre de 2011. Através das redes sociais, Jens Stoltenberg disse ter sido “ótimo acordar em Utoya e estar junto de tantos jovens comprometidos com a causa.”