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Afeganistão: Semana sangrenta em Cabul termina com mais 35 mortos

Um bombista fez-se explodir numa academia de polícia e matou pelo menos 20 recrutas. Um outro, conduziu um camião armadilhado contra um edifício oficial, matou mais 15 e feriu mais de 280

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Afeganistão: Semana sangrenta em Cabul termina com mais 35 mortos

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Pelo menos 35 pessoas morreram em Cabul, esta sexta-feira, em sequência de atentados que começaram logo pela 01 hora da manhã (21h30, de quinta-feira, em Lisboa). O mais grave, no entanto, deu-se ao final da tarde, numa academia de polícia da capital do Afeganistão.



Um bombista suicida conseguiu infiltrar-se numa fila de espera dentro da academia e fez-se explodir. “Estava a usar um uniforme da polícia e detonou os explosivos no meio de estudantes que estavam a regressar após um intervalo”, revelou fonte policial, citada pela Reuters.

Para lá do bombista, morreram 20 recrutas das forças de segurança afegãs. Mais de duas dezenas de pessoas ficaram feridas. Foi apenas o último de uma série de ataques ocorridos no final de mais uma semana sangrenta em Cabul, a meio da qual, curiosamente, foi revelado pela Missão das Nações Unidas para o Afeganistão (UNAMA, na sigla inglesa), um novo recorde semestral de vítimas (entre mortos e feridos) no conflito armado afegão.



Ao início da madrugada, um outro suicida dirigiu um camião armadilhado contra o edifício da Direção Nacional de Segurança, situado numa zona residencial da capital, junto ao Ministério da Defesa. A onda de choque da explosão provocou uma vasta destruição no perímetro. Pelo menos 15 pessoas morreram e mais de 280 ficaram feridas. “Foi um ataque cobarde contra civis”, reagiu Sayed Zafar Ashemi, o porta-voz do Presidente Ashraf Ghani.



Ainda durante esta sexta-feira, há relatos de terem sido escutados pelo menos duas outras explosões em Cabul. Uma delas nas imediações do aeroporto. Após as explosão, jatos da força aérea afegã foram vistos a sobrevoar a capital.



Um porta-voz dos talibãs reivindicou a autoria do atentado na academia de polícia, que aconteceu uma semana após o grupo rebelde islâmico ter anunciado um novo líder.