Última hora

Última hora

Irão: Á espera do Big M

Em leitura:

Irão: Á espera do Big M

Irão: Á espera do Big M
Tamanho do texto Aa Aa

No Irão as multinacionais que fazem parte do nosso quotidiano ainda não existem mas vontade não falta. À primeira vista, o “M” de um restaurante parece o da maior cadeia de ‘fast-food’ do mundo mas em Teerão, a capital iraniana, a marca não está implementada.

Esta foi a forma que um empresário iraniano encontrou para se lançar no mercado do ‘fast-food’. Ele espera, aliás, um dia, ser dono de um franchisado da cadeia norte-americana:

“Elas deveriam ser autorizadas a vir para cá, para as pessoas não há nada de estranho nisso. Por que razão há toda esta oposição? Nada de mau vai acontecer. Se quiser comer um hambúrguer experimente a McDonald’s e se gostar vai continuar a ir aos seus restaurantes”, explica Hassan Padiav.

O acordo nuclear, alcançado a 14 de julho, abre novas perspetivas e as empresas internacionais veem o Irão como um mercado a explorar até porque, principalmente para os americanos, é o retomar de uma ligação perdida, como adianta Mohsen Jalalpour, Presidente da Câmara de Comércio iraniana:

“No passado mantivemos relações económicas com os Estados Unidos. Os americanos estão muito interessados ​​em alguns produtos iranianos e alguns produtos americanos são populares entre os iranianos. A popularidade dessas marcas, e o nosso historial, pode ser útil.”

Mas o Irão está ainda dividido, há quem não esqueça o envolvimento dos EUA no golpe de 1953 que derrubou o primeiro-ministro eleito.

Ainda assim, as imitações de marcas americanas mostram a sede iraniana por estes produtos, independentemente, das querelas políticas.