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UE/Rússia: O balanço um ano depois das restrições lançadas por Moscovo

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UE/Rússia: O balanço um ano depois das restrições lançadas por Moscovo

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Um ano depois das restrições russas à importação de produtos agroalimentares da União Europeia, o impacto é visível.

Na Rússia as sanções e a desvalorização do rublo, levaram à subida da inflação que atingia, em julho, os 15,6%. Já as importações caíram 39,6%, nos primeiros cinco meses do ano e em comparação com igual período de 2014.

Ainda assim, mais de um terço dos russos diz ter poupado dinheiro numa altura em que a queda nos salários brutos força muitos a cortar nos gastos.

Países como a Turquia e a Bielorrússia ganham com o embargo, aumentando as exportações para o país. Ganha também o mercado local de sucedâneos que aumentou, exponencialmente, a quota de mercado.

Do outro lado a Comissão Europeia estendeu o apoio aos produtores de frutas e legumes até 2016. A Rússia era o segundo maior mercado de exportação para os produtos agrícolas da UE. Exportações que caíram 42% entre agosto de 2014 e abril de 2015. O setor dos laticínios foi um dos afetados, como explica Jean-Michel Javelle, Presidente da Cooperativa de leite francesa Sodiaal Sud Est:

“O embargo russo tem um forte impacto em termos geopolíticos e muito significativo no setor europeu dos laticínios. Falo em cerca de 300 000 toneladas de queijo que eram exportadas para a Rússia, cerca de mil milhões de euros. É, claramente, um mercado importante que representa 3% do escoamento de excedentes da produção europeia.”

Em Portugal, um ano depois, o impacto foi menor do que o previsto. Setores como o dos vinhos, compensaram as perdas de outros e as empresas portuguesas encontraram mercados alternativos no final, segundo o governo, as perdas foram de 8,7 milhões de euros.

A Rússia prepara-se agora para alargar as restrições a países que não pertencendo à UE apoiam as sanções do bloco europeu.