Última hora

Última hora

Aumenta a pressão sobre Pequim para dar mais estímulos à economia

Em leitura:

Aumenta a pressão sobre Pequim para dar mais estímulos à economia

Tamanho do texto Aa Aa

O fim de semana trouxe novos dados dececionantes em relação aos preços no produtor e às exportações na China, indicadores que fazem aumentar a pressão sobre Pequim para introduzir mais estímulos na economia.

Em julho, as exportações recuaram 8,3% e o índice de preços no produtor caiu 5,4% em termos anuais, mergulhando para o nível mais baixo desde outubro de 2009, na ressaca da crise financeira global. Há 40 meses consecutivos, quase 3 anos e meio, que os preços no produtor estão em queda.

Um analista da Jefferies recorda que “nos últimos 5 anos, dois terços do crescimento no mundo veio de economias emergentes e estas economias têm estado a desacelerar bastante. O Brasil e a Rússia estão em recessão e a previsão é que continuem em contração este ano. Com esta situação, desapareceu muita da procura pelas exportações da China e o cenário é semelhante em outros países com forte posição comercial, que estão a passar pelo mesmo problema”.

Segunda maior economia do mundo, a China deve crescer 7% este ano, um valor de sonho para os políticos europeus, mas bem longe do crescimento a dois dígitos a que Pequim se habituou na primeira década deste milénio.

A inflação mantém-se baixa, 1,6% em julho. Os economistas esperam que o Banco da China corte a taxa de juro diretora em mais 25 pontos base ainda este ano.