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China desvaloriza yuan para impulsionar exportações

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China desvaloriza yuan para impulsionar exportações

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Os mercados acordaram agitados com a notícia da maior desvalorização da moeda chinesa em 20 anos.

O banco central da China decidiu, esta terça-feira, depreciar o yuan em quase 2% em relação ao dólar norte-americano. O objetivo principal é estimular as exportações depois de dados económicos dececionantes nos últimos dias. Em julho, as exportações recuaram 8,3% em termos homólogos e as previsões apontam para um crescimento do PIB de apenas 7% em 2015, o pior desempenho dos últimos 25 anos.

O diretor da GEO Securities afirma “em resultado de um yuan forte, porque está ligado ao dólar, as exportações chinesas tornaram-se muito caras. Um estudo mostrou que, em 10 anos, os custos na China aumentaram oito vezes e meia. Assim, o custo de produção na China é só marginalmente mais baixo do que nos Estados Unidos”.

O Banco Popular da China introduziu também alterações no cálculo do câmbio e no modelo de flutuação para aproximar a moeda chinesa das leis do mercado e melhorar a candidatura do yuan a moeda de reserva (SDR – special drawing rights) do FMI.

A depreciação do yuan deverá estimular as exportações, mas comporta alguns riscos, nomeadamente de uma fuga em massa de capitais que poderia por em causa a estabilidade do sistema financeiro chinês.

Há muito que os Estados Unidos consideram que o yuan está subvalorizado.

Os analistas temem que esta forte desvalorização abra agora a porta a uma guerra cambial entre as potências regionais para manterem a competitividade nas exportações.