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Iraque aprova medidas anticorrupção e de extinção de altos cargos políticos

Foi por unanimidade que o parlamento do Iraque aprovou esta terça-feira uma série de reformas de combate à corrupção, ao sectarismo e também para

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Iraque aprova medidas anticorrupção e de extinção de altos cargos políticos

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Foi por unanimidade que o parlamento do Iraque aprovou esta terça-feira uma série de reformas de combate à corrupção, ao sectarismo e também para acabar com os privilégios da classe política no país.

Da autoria do primeiro-ministro Haidar al Abidi, as reformas já haviam sido aprovadas pelo governo no domingo, tinham o apoio da autoridade religiosa xiita e acabaram por recolher a aprovação de todos os 297 deputados presentes, de um total de 328.


Entre as novas medidas de aplicação imediata figura, por exemplo, a extinção de vários cargos políticos relevantes e bem pagos como o de três vice-presidentes e o de vice-primeiro-ministro, que se repartiam pelos diferentes grupos religiosos e que, com o seu fim, acabam também com as quotas sectárias no governo, aliviando a tensão entre a maioria xiita e os sunitas, agravada desde o início da contraofensiva ao grupo autoproclamado Estado Islâmico. As reformas pretendem ainda reduzir a despesa pública.
Nas ruas de Bagdade, os iraquianos querem ver para crer se estas reformas vão mesmo passar da teoria à prática. “Já andamos a ouvir promessas há 13 anos e todas as promessas acabaram por ser meras mentiras. Estamos habituados às mentiras deles. Nem sequer temos eletricidade nem serviços públicos”, revelou a iraquiana Majida al Yas.

O compatriota Adnan é da opinião que “o Governo apenas presta atenção ao povo quando vê protestos e sente que as pessoas estão revoltadas”. “Queremos garantias de que a mudança é verdadeira e de que este pacote de reformas que aprovaram vai, de facto, ser implementado”, exigiu.



Estas reformas surgiram em consequência de uma crescente revolta popular pela corrupção e a aparente ineficácia dos políticos em exercício em melhorar o sistema de serviços públicos, o que esteve na base de uma grande manifestação na última sexta-feira, 7 de agosto.

Os protestos antigoverno têm sido uma constante e, de forma irónica, houve mesmo que fosse para a rua no final da semana passada carregando um falso caixão, em jeito de aviso de que se nada acontecer de facto pode estar breve o funeral do atual governo do Iraque.