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Presidente turco promete manter guerra ao terrorismo após segunda-feira sangrenta

Recep Tayyp Erdogan prometeu esta terça-feira manter a luta contra o terrorismo iniciada há quase três semanas com a operação militar “guerra

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Presidente turco promete manter guerra ao terrorismo após segunda-feira sangrenta

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Recep Tayyp Erdogan prometeu esta terça-feira manter a luta contra o terrorismo iniciada há quase três semanas com a operação militar “guerra sincronizada ao terror”. A promessa do Presidente da Turquia surge um dia depois de uma segunda-feira sangrenta no país, que terminou com pelo menos 9 mortos, na sequência de uma onda de ataques de norte a sul contra as forças de segurança turcas.

A 24 de julho, a Turquia deu início à operação militar com dois alvos bem definidos: o grupo Estado Islâmicoc (ISIL, na sigla inglesa), na Síria, e os militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), no norte do Iraque.

Os rebeldes curdos contra-atacaram e, desde então, com a soma de raides turcos contra posições do PKK, houve também uma escalada de atentados contra as forças de segurança turcas, sobretudo no sudeste do país, nas províncias de Sirnak e Hakkari, junto à fronteira com o Iraque.

Para Erdogan, negociar a paz, como vinha acontecendo desde 2012, já não chega. “Parar o combate armado não é suficiente. É preciso baixar as armas e enterra-las. Eu insisto nisto. A nossa luta vai continuar até que não reste nenhum terrorista dentro das nossas fronteiras e que as armas deles estejam soterrados por betão”, afirmou o Presidente turco, num discurso transmitido pela televisão e no qual garantiu que os ataques visando o PKK foram “eficazes” e infligiram “sérias perdas” neste grupo considerado terrorista também por Estados Unidos e União Europeia.



(“As organizações terroristas têm de ser removidas das ameaças ao nosso país. Nós continuaremos a nossa luta até que não reste nenhum terrorista dentro das nossas fronteiras”)

Um dos ataques de segunda-feira terá sido, no entanto, diferente dos demais que têm vindo a ocorrer na Turquia. Teve por alvo o consulado dos Estados Unidos em Istambul. Foi conduzido por duas pessoas e uma delas, uma mulher, acabou ferida e detida pelas forças de segurança turcas.



O ataque ao consulado não foi reivindicado, mas um grupo marxista de extrema-esquerda e conhecido por ser contra a presença dos Estados Unidos na Turquia, colocou-se ao lado da mulher capturada pelos polícias turcos. A Frente Armada Revolucionária de Libertação do Povo identificou a mulher como Hatice Asık, e prometeu manter-se fiel à alegada luta dela pela expulsão dos norte-americanos da Turquia.



O ataque aconteceu um dia após a chegada de aviões militares dos Estados Unidos à base aérea turca de Incirlik, no sul do país, junto ao Mediterrâneo, para reforçarem a contra-ofensiva aliado ao grupo Estado Islâmico, no norte da Síria.

As forças militares norte-americanas anunciaram, entretanto, a realização de 30 raides aéreos pela aliança internacional contra o ISIL: 20 junto a posições dos “jihadistas” no Iraque e 10 na Síria.