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Explosões na China: Li Keqiang está em Tianjin e segurança do ar foi assegurada

O primeiro-ministro chinês chegou este domingo ao porto de Tianjin, onde, na quarta-feira, duas fortes explosões arrasaram a zona, mataram mais de

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Explosões na China: Li Keqiang está em Tianjin e segurança do ar foi assegurada

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O primeiro-ministro chinês chegou este domingo ao porto de Tianjin, onde, na quarta-feira, duas fortes explosões arrasaram a zona, mataram mais de 110 pessoas e colocaram a cidade em risco de poluição por substâncias químicas perigosas para a saúde pública. Li Keqiang visitou os feridos no hospital e prestou homenagem aos bombeiros que perderam a vida nesta tragédia.



O risco de substâncias tóxicas serem libertadas no ar mantém-se. As equipas de especialistas militares em bioquímica continuam a proceder a análises do ar e da água do rio, tentando perceber se houve alguma fuga anormal de substâncias perigosas como cianeto de sódio, que se acredita estar armazenado naquele local em grande quantidade. Numa recente atualização da situação, o general Shi Luze garantiu que o ar de Tianjin mantém-se respirável.

“Neste momento, no raio de várias centenas de metros, não encontramos no ar nada mais do que amoníaco em níveis pouco acima de uma miligrama. Todas as outras substâncias detetadas apresentam leituras normais e não deverão ser prejudiciais para a saúde”, assegurou o responsável militar pela região de Pequim.

Quatro dias após as explosões, as equipas de busca continuam também a procurar sobreviventes. Na tarde de sábado, um homem na casa dos 40 anos foi descoberto com vida dentro de um contentor. Há esperança de que possa haver mais.

Na zona circundante ao local das explosões, os residentes de Tianjin revelam-se preocupados pela eventual poluição química resultante deste incidente. Zhang, de 36 anos, diz não se sentir “confortável”. “Sabemos que a poluição do ambiente não desaparece em um ou dois anos. Isto vai ser perigoso para as gerações futuras”, alertou este residente.



Junto ao Gabinete de Emergência criado para gerir este incidente, familiares de desaparecidos desesperam por notícias. Em particular, os familiares de bombeiros que acorreram ao incêndio e foram surpreendidos pelas explosões — há pelo menos 85 ainda desaparecidos. “Já passaram vários dias. Nem sequer sei se o meu filho está vivo ou morto. O governo não nos dá qualquer informação”, lamentou um homem de apelido Lei.

Este incidente de Tianjin ceifou a vida a pelo menos 21 bombeiros. O Departamento de combate a incêndios do Ministério chinês de Segurança Pública garante ter sido a maior tragédia entre as corporações de bombeiros chinesas numa só missão desde 1949.



De acordo com o último balanço oficial, pelo menos, 112 pessoas morreram e há mais de 720 feridos. Os dados apontam ainda para cerca de 95 pessoas desaparecidas. As buscas continuam em Tianjin. A angústia também.