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Protesto anti-Dilma no Brasil promete abranger 190 cidades por todo o mundo

Um enorme protesto contra o executivo da Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, está marcado para este domingo e promete saltar fronteiras.

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Protesto anti-Dilma no Brasil promete abranger 190 cidades por todo o mundo

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Um enorme protesto contra o executivo da Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, está marcado para este domingo e promete saltar fronteiras. A manifestação está prevista acontecer em 190 cidades por todo o Mundo, incluindo uma vez mais Lisboa e Porto, em Portugal. Milão, em Itália, Londres, no Reino Unido, e Nova Iorque, nos Estados Unidos, estão também entre as que vão receber a manifestação brasileira.

Será o terceiro protesto este ano contra o executivo Dilma. Promovida através do Facebook por diversos movimentos antigoverno, a manifestação tem o objetivo de dobrar o meio milhão de pessoas que em abril saíram para as ruas a exigir a demissão da chefe de Estado e a queda do governo controlado pelo Partido dos Trabalhadores (PT). “A prioridade é retirar do poder a Presidente Dilma Rousseff. Ela já demonstrou não ter condições políticas, jurídicas e especialmente morais”, acusou um militante do Movimento Brasil Livre (MBL), em entrevista à edição brasileira do jornal espanhol El Pais.

O porta-voz do MBL espera que “a saída de Dilma possa servir como um sopro de esperança para o futuro político do Brasil”. O mote do protesto será a saída da chefe de Estado “de qualquer jeito”. Em abril, o protesto conseguiu juntar meio milhão de pessoas. Os organizadores esperam duplicar o número de participantes.


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Posted by Vem Pra Rua Brasil on Sábado, 15 de agosto de 2015

O início da manifestação brasileira em Lisboa e no Porto está previsto para as 16 horas (12 horas, em Brasília).

O foco do protesto incide em Dilma Rousseff, mas também a Petrobras está no alvo. A petrolífera pública brasileira é uma das empresas implicadas na operação “lava jato”, uma das maiores investigações anticorrupção na história do Brasil, envolvendo políticos de vários quadrantes e já com diversas detenções efetuadas.

No início deste mês, a polícia deteve o antigo ministro José Dirceu, um colaborador próximo do antigo Presidente Lula da Silva. Alguns testemunhos recolhidos pelos investigadores acusaram o PT de receber subornos. O partido de Dilma, que atravessa uma crise de popularidade e arrisca uma pesada derrota nas municipais de 2016, reagiu em comunicado, negando a participação em redes de corrupção.

A própria Dilma vive um período conturbado em termos de popularidade devido ao esândalo na Petrobras e ao agravar da crise económica no país. Uma recente sondagem colocou a atual Presidenta como o chefe de Estado mais impopular entre os democraticamente eleitos após o fim da ditadira militar há mais de 3 décadas. Apenas 8 por cento aprovaram Dilma. Dois terços dos brasileiros defendem a impugnação de Rousseff, a primeira mulher da história a governar o Brasil, que iniciou em janeiro o segundo mandato.




Anti-Rousseff demonstration in Sao Paulo, 16/08/2015