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Explosões na China: Balanço de mortos já ultrapassa os 110 e há ainda 95 desaparecidos

A cidade costeira de Tianjin, a sudeste de Pequim, foi palco de duas arrasadoras explosões na noite de quarta-feira numa zona onde se presume haver químicos tóxicos armazenados

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Explosões na China: Balanço de mortos já ultrapassa os 110 e há ainda 95 desaparecidos

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O Gabinete de emergência criado para lidar com a tragédia ocorrida na quarta-feira em Tianjin, no norte da China, atualizou este domingo o número de vítimas das fortes explosões que arrasaram o porto de contentores daquela cidade costeira no norte da China. O número de mortos confirmados subiu para os 112, os feridos hospitalizados mantêm-se nos 722, incluindo 58 em estado crítico ou grave.



As autoridades revelaram ainda desconhecer o paradeiro de pelo menos 95 pessoas, entre elas 85 bombeiros — 72 trabalhavam diretamente para a empresa que gere o porto de Tianjin. Uma primeira corporação foi chamada ao local na quarta-feira para apagar um incêndio e acabou surpreendida pelas duas fortes explosões que arrasaram o local. Há 21 bombeiros entre os mortos confirmados.

As famílias dos bombeiros desaparecidos ou incontactáveis estão revoltadas pela falta de informação recebida desde o gabinete de emergência. Quatro dias após a tragédia, o desespero começa a sentir-se. “Estamos à espera de respostas. Não temos nenhuma informação”, lamentava Yang Chummin, irmã de um bombeiro desaparecido.

Xue Tao, irmão de outro, exige ver os bombeiros desaparecidos “vivos ou mortos”. “Estamos todos muito ansiosos. Deixam-nos à espera, mas eu acho que não consigo esperar muito mais. É o meu irmão”, sublinha.

Nem tudo, porém, têm sido más notícias em Tianjin. No meio da tragédia, um homem na casa dos 50 anos foi resgatado no sábado, três dias após a tragédia, tendo conseguido sobreviver no interior de um contentor. Pelo menos 56 pessoas terão sido resgatadas dos escombros com vida pelas equipas de socorro e de especialistas militares em bioquímicos.

Informações contraditórias sobre evacuação

As autoridades chinesas confirmaram a presença de cianeto de sódio no ar, na zona das explosões. Este produto químico pode ser fatal quando inalado.

A agência de notícias da China avançou no sábado que milhares de residentes tinham sido obrigados a deixar as suas casas, localizadas num perímetro de segurança com 3 quilómetros, por causa da mudança de direção do vento e ao receio de contaminação com gases tóxicos.

Aos jornalistas presentes no local foi dito, no entanto, não ter havido qualquer operação para retirar os moradores do local.



O gabinete de emergência garantiu, por fim, não haver qualquer indício de que algum elemento das equipas de busca e investigação tenha sido contaminado pelos químicos tóxicos que se presume estarem no armazém onde se deu as explosões. Mais de 150 militares especializados em bioquímica estão a investigar desde sábado a área do epicentro das explosões.