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Kiev: visita de Putin à Crimeia é provocação

O presidente russo Vladimir Putin visita a Crimeia, suscitando a indignação de Kiev. O chefe de Estado ucraniano Petro Poroshenko criticou a visita

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Kiev: visita de Putin à Crimeia é provocação

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O presidente russo Vladimir Putin visita a Crimeia, suscitando a indignação de Kiev.

O chefe de Estado ucraniano Petro Poroshenko criticou a visita, que considera “uma provocação destinada a aumentar a tensão instalada no leste da Ucrânia pelo exército russo e os seus mercenários”.

O Kremlin anunciou a visita como um programa de promoção do turismo na península.

Poroshenko lembra porém que a Crimeia é território da Ucrânia e que o seu futuro como destino turístico depende da reposição desse estatuto legítimo.

Num encontro com a minoria muçulmana Tártara, que representa cerca de 12% da população da península, Putin avisou que não devem exigir um estatuto especial na Crimeia, sugerindo que há países estrangeiros a financiar ativistas dos direitos humanos que funcionam como agentes de “desestabilização” e só estão interessados em realizar as suas “ambições políticas”.

“Todas as especulações sobre direitos especiais a atribuir a membros de um grupo étnico seriam consideradas extremente perigosas.”, sublinhou o chefe de Estado russo.

De acordo com a ONG Human Rights Watch, os Tártaros são alvos de perseguição política e de exclusão da vida pública, na Crimeia, desde a anexação da península pela Rússia. Um relatório da HRW fala de detenções e desaparecimentos de membros da comunidade Tártara que recusam adotar a nacionalidade russa e de fortes pressões sobre as instituições Tártaras.

Os líderes Tártaros, Mustapha Djemilev e Refat Chubarov, estão proibidos de entrar no território da Crimeia. Chubarov não tem sequer permissão para visitar os pais, que estão na Crimeia.